quarta-feira, 28 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Para os queridos alunos do oitavo e nono anos.
* O que é Bullying?
O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.
Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de BULLYING possíveis, o quadro, a seguir, relaciona algumas ações que podem estar presentes:
Colocar apelidos
Ofender
Zoar
Gozar
Encarnar
Sacanear
Humilhar
Fazer sofrer
Discriminar
Excluir
Isolar
Ignorar
Intimidar
Perseguir
Assediar
Aterrorizar
Amedrontar
Tiranizar
Dominar
Agredir
Bater
Chutar
Empurrar
Ferir
Roubar
Quebrar pertences
* E onde o Bullying ocorre?
O BULLYING é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. Pode-se afirmar que as escolas que não admitem a ocorrência de BULLYING entre seus alunos, ou desconhecem o problema, ou se negam a enfrentá-lo.
* De que maneira os alunos se envolvem com o Bullying?
Seja qual for a atuação de cada aluno, algumas características podem ser destacadas, como relacionadas aos papeis que venham a representar:
- alvos de Bullying - são os alunos que só sofrem BULLYING;
- alvos/autores de Bullying - são os alunos que ora sofrem, ora praticam BULLYING;
- autores de Bullying - são os alunos que só praticam BULLYING;
- testemunhas de Bullying - são os alunos que não sofrem nem praticam Bullying, mas convivem em um ambiente onde isso ocorre.
§ Os autores são, comumente, indivíduos que têm pouca empatia. Freqüentemente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais há pouco relacionamento afetivo entre seus membros. Seus pais exercem uma supervisão pobre sobre eles, toleram e oferecem como modelo para solucionar conflitos o comportamento agressivo ou explosivo. Admite-se que os que praticam o BULLYING têm grande probabilidade de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais e/ou violentos, podendo vir a adotar, inclusive, atitudes delinqüentes ou criminosas.
§ Os alvos são pessoas ou grupos que são prejudicados ou que sofrem as conseqüências dos comportamentos de outros e que não dispõem de recursos, status ou habilidade para reagir ou fazer cessar os atos danosos contra si. São, geralmente, pouco sociáveis. Um forte sentimento de insegurança os impede de solicitar ajuda. São pessoas sem esperança quanto às possibilidades de se adequarem ao grupo. A baixa auto-estima é agravada por intervenções críticas ou pela indiferença dos adultos sobre seu sofrimento. Alguns crêem ser merecedores do que lhes é imposto. Têm poucos amigos, são passivos, quietos e não reagem efetivamente aos atos de agressividade sofridos. Muitos passam a ter baixo desempenho escolar, resistem ou recusam-se a ir para a escola, chegando a simular doenças. Trocam de colégio com freqüência, ou abandonam os estudos. Há jovens que estrema depressão acabam tentando ou cometendo o suicídio.
§ As testemunhas, representadas pela grande maioria dos alunos, convivem com a violência e se calam em razão do temor de se tornarem as "próximas vítimas". Apesar de não sofrerem as agressões diretamente, muitas delas podem se sentir incomodadas com o que vêem e inseguras sobre o que fazer. Algumas reagem negativamente diante da violação de seu direito a aprender em um ambiente seguro, solidário e sem temores. Tudo isso pode influenciar negativamente sobre sua capacidade de progredir acadêmica e socialmente.
* E o Bullying envolve muita gente?
A pesquisa mais extensa sobre BULLYING, realizada na Grã Bretanha, registra que 37% dos alunos do primeiro grau e 10% do segundo grau admitem ter sofrido BULLYING, pelo menos, uma vez por semana.
O levantamento realizado pela ABRAPIA, em 2002, envolvendo 5875 estudantes de 5a a 8a séries, de onze escolas localizadas no município do Rio de Janeiro, revelou que 40,5% desses alunos admitiram ter estado diretamente envolvidos em atos de Bullying, naquele ano, sendo 16,9% alvos, 10,9% alvos/autores e 12,7% autores de Bullying.
Os meninos, com uma freqüência muito maior, estão mais envolvidos com o Bullying, tanto como autores quanto como alvos. Já entre as meninas, embora com menor freqüência, o BULLYING também ocorre e se caracteriza, principalmente, como prática de exclusão ou difamação.
* Quais são as conseqüências do Bullying sobre o ambiente escolar?
Quando não há intervenções efetivas contra o BULLYING, o ambiente escolar torna-se totalmente contaminado. Todas as crianças, sem exceção, são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Alguns alunos, que testemunham as situações de BULLYING, quando percebem que o comportamento agressivo não trás nenhuma conseqüência a quem o pratica, poderão achar por bem adotá-lo.
Alguns dos casos citados na imprensa, como o ocorrido na cidade de Taiúva, interior de São Paulo, no início de 2003, nos quais um ou mais alunos entraram armados na escola, atirando contra quem estivesse a sua frente, retratavam reações de crianças vítimas de BULLYING. Merecem destaque algumas reflexões sobre isso:
- depois de muito sofrerem, esses alunos utilizaram a arma como instrumento de "superação” do poder que os subjugava.
- seus alvos, em praticamente todos os casos, não eram os alunos que os agrediam ou intimidavam. Quando resolveram reagir, o fizeram contra todos da escola, pois todos teriam se omitido e ignorado seus sentimentos e sofrimento.
As medidas adotadas pela escola para o controle do BULLYING, se bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirão positivamente para a formação de uma cultura de não violência na sociedade.
* Quais são as conseqüências possíveis para os alvos?
As crianças que sofrem BULLYING, dependendo de suas características individuais e de suas relações com os meios em que vivem, em especial as famílias, poderão não superar, parcial ou totalmente, os traumas sofridos na escola. Poderão crescer com sentimentos negativos, especialmente com baixa auto-estima, tornando-se adultos com sérios problemas de relacionamento. Poderão assumir, também, um comportamento agressivo. Mais tarde poderão vir a sofrer ou a praticar o BULLYING no trabalho (Workplace BULLYING). Em casos extremos, alguns deles poderão tentar ou a cometer suicídio.
* E para os autores?
Aqueles que praticam Bullying contra seus colega poderão levar para a vida adulta o mesmo comportamento anti-social, adotando atitudes agressivas no seio familiar (violência doméstica) ou no ambiente de trabalho.
Estudos realizados em diversos países já sinalizam para a possibilidade de que autores de Bullying na época da escola venham a se envolver, mais tarde, em atos de delinqüência ou criminosos.
* E quanto às testemunhas?
As testemunhas também se vêem afetadas por esse ambiente de tensão, tornando-se inseguras e temerosas de que possam vir a se tornar as próximas vítimas.
Bjos da Sô
O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.
Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de BULLYING possíveis, o quadro, a seguir, relaciona algumas ações que podem estar presentes:
Colocar apelidos
Ofender
Zoar
Gozar
Encarnar
Sacanear
Humilhar
Fazer sofrer
Discriminar
Excluir
Isolar
Ignorar
Intimidar
Perseguir
Assediar
Aterrorizar
Amedrontar
Tiranizar
Dominar
Agredir
Bater
Chutar
Empurrar
Ferir
Roubar
Quebrar pertences
* E onde o Bullying ocorre?
O BULLYING é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. Pode-se afirmar que as escolas que não admitem a ocorrência de BULLYING entre seus alunos, ou desconhecem o problema, ou se negam a enfrentá-lo.
* De que maneira os alunos se envolvem com o Bullying?
Seja qual for a atuação de cada aluno, algumas características podem ser destacadas, como relacionadas aos papeis que venham a representar:
- alvos de Bullying - são os alunos que só sofrem BULLYING;
- alvos/autores de Bullying - são os alunos que ora sofrem, ora praticam BULLYING;
- autores de Bullying - são os alunos que só praticam BULLYING;
- testemunhas de Bullying - são os alunos que não sofrem nem praticam Bullying, mas convivem em um ambiente onde isso ocorre.
§ Os autores são, comumente, indivíduos que têm pouca empatia. Freqüentemente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais há pouco relacionamento afetivo entre seus membros. Seus pais exercem uma supervisão pobre sobre eles, toleram e oferecem como modelo para solucionar conflitos o comportamento agressivo ou explosivo. Admite-se que os que praticam o BULLYING têm grande probabilidade de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais e/ou violentos, podendo vir a adotar, inclusive, atitudes delinqüentes ou criminosas.
§ Os alvos são pessoas ou grupos que são prejudicados ou que sofrem as conseqüências dos comportamentos de outros e que não dispõem de recursos, status ou habilidade para reagir ou fazer cessar os atos danosos contra si. São, geralmente, pouco sociáveis. Um forte sentimento de insegurança os impede de solicitar ajuda. São pessoas sem esperança quanto às possibilidades de se adequarem ao grupo. A baixa auto-estima é agravada por intervenções críticas ou pela indiferença dos adultos sobre seu sofrimento. Alguns crêem ser merecedores do que lhes é imposto. Têm poucos amigos, são passivos, quietos e não reagem efetivamente aos atos de agressividade sofridos. Muitos passam a ter baixo desempenho escolar, resistem ou recusam-se a ir para a escola, chegando a simular doenças. Trocam de colégio com freqüência, ou abandonam os estudos. Há jovens que estrema depressão acabam tentando ou cometendo o suicídio.
§ As testemunhas, representadas pela grande maioria dos alunos, convivem com a violência e se calam em razão do temor de se tornarem as "próximas vítimas". Apesar de não sofrerem as agressões diretamente, muitas delas podem se sentir incomodadas com o que vêem e inseguras sobre o que fazer. Algumas reagem negativamente diante da violação de seu direito a aprender em um ambiente seguro, solidário e sem temores. Tudo isso pode influenciar negativamente sobre sua capacidade de progredir acadêmica e socialmente.
* E o Bullying envolve muita gente?
A pesquisa mais extensa sobre BULLYING, realizada na Grã Bretanha, registra que 37% dos alunos do primeiro grau e 10% do segundo grau admitem ter sofrido BULLYING, pelo menos, uma vez por semana.
O levantamento realizado pela ABRAPIA, em 2002, envolvendo 5875 estudantes de 5a a 8a séries, de onze escolas localizadas no município do Rio de Janeiro, revelou que 40,5% desses alunos admitiram ter estado diretamente envolvidos em atos de Bullying, naquele ano, sendo 16,9% alvos, 10,9% alvos/autores e 12,7% autores de Bullying.
Os meninos, com uma freqüência muito maior, estão mais envolvidos com o Bullying, tanto como autores quanto como alvos. Já entre as meninas, embora com menor freqüência, o BULLYING também ocorre e se caracteriza, principalmente, como prática de exclusão ou difamação.
* Quais são as conseqüências do Bullying sobre o ambiente escolar?
Quando não há intervenções efetivas contra o BULLYING, o ambiente escolar torna-se totalmente contaminado. Todas as crianças, sem exceção, são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Alguns alunos, que testemunham as situações de BULLYING, quando percebem que o comportamento agressivo não trás nenhuma conseqüência a quem o pratica, poderão achar por bem adotá-lo.
Alguns dos casos citados na imprensa, como o ocorrido na cidade de Taiúva, interior de São Paulo, no início de 2003, nos quais um ou mais alunos entraram armados na escola, atirando contra quem estivesse a sua frente, retratavam reações de crianças vítimas de BULLYING. Merecem destaque algumas reflexões sobre isso:
- depois de muito sofrerem, esses alunos utilizaram a arma como instrumento de "superação” do poder que os subjugava.
- seus alvos, em praticamente todos os casos, não eram os alunos que os agrediam ou intimidavam. Quando resolveram reagir, o fizeram contra todos da escola, pois todos teriam se omitido e ignorado seus sentimentos e sofrimento.
As medidas adotadas pela escola para o controle do BULLYING, se bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirão positivamente para a formação de uma cultura de não violência na sociedade.
* Quais são as conseqüências possíveis para os alvos?
As crianças que sofrem BULLYING, dependendo de suas características individuais e de suas relações com os meios em que vivem, em especial as famílias, poderão não superar, parcial ou totalmente, os traumas sofridos na escola. Poderão crescer com sentimentos negativos, especialmente com baixa auto-estima, tornando-se adultos com sérios problemas de relacionamento. Poderão assumir, também, um comportamento agressivo. Mais tarde poderão vir a sofrer ou a praticar o BULLYING no trabalho (Workplace BULLYING). Em casos extremos, alguns deles poderão tentar ou a cometer suicídio.
* E para os autores?
Aqueles que praticam Bullying contra seus colega poderão levar para a vida adulta o mesmo comportamento anti-social, adotando atitudes agressivas no seio familiar (violência doméstica) ou no ambiente de trabalho.
Estudos realizados em diversos países já sinalizam para a possibilidade de que autores de Bullying na época da escola venham a se envolver, mais tarde, em atos de delinqüência ou criminosos.
* E quanto às testemunhas?
As testemunhas também se vêem afetadas por esse ambiente de tensão, tornando-se inseguras e temerosas de que possam vir a se tornar as próximas vítimas.
Bjos da Sô
Texto excelente para o pessoal do 2º ano.
Bjos no coração de todos.
Sô
"Quem sou eu?"
Somos gerados no ventre da nossa mãe como se fossemos parte do corpo dela, após o nascimento, temos o cordão umbilical rompido e com o tempo percebemos que existem dois seres, mamãe e eu. Aí identificamos mamãe e dizemos “aquela é mamãe e este sou eu, e logo depois vem a pergunta básica, e “quem sou eu?”
A pergunta básica: “quem sou eu?” move a personalidade a buscar por resposta que satisfaça à pergunta. Usando da “agregação”, a nossa personalidade passa a buscar esta resposta no meio exterior. E através da identificação vai agregando características externas e criando a imagem de quem pensamos ser.
Agrego a nacionalidade e digo que sou brasileiro(a), me identifico com o sexo de nascimento e sou homem ou mulher, me identifico com a região em que nasci e passo a ser carioca, gaúcho(a), baiano(a), etc. Minha raça define se sou branco(a), negro(a), índio(a) ou oriental. A religião que herdei ou adotei passa a me definir também. O nome que me foi dado é a minha bandeira.
Catamos os valores que existiam antes do nosso nascimento e tomamos como sendo nossos valores. Agregamos pensamentos pré-existentes e estes pensamentos nos conectaram a emoções que não eram nossas, mas nós a sentimos e passamos a agregá-las e achar que estes sentimentos somos nós. E passamos a amar um time e a desprezar um inimigo que já existiam antes de nós.
Interior moldado pelo exterior
Interior moldado pelo exterior
Tudo vem de fora e é costurado, digamos assim, como numa colcha de retalhos. E esta colcha de retalhos chamamos de EU.
Este Eu exterior, este “eu” pegado emprestado do meio, é o que chamo de personalidade.
A personalidade é aquilo que é perguntado na hora que vamos preencher um cadastro: nome, endereço, idade, sexo, estado civil, nacionalidade, naturalidade, raça, cor dos olhos, cor do cabelo, escolaridade, etc.
Geralmente quando ouvimos a pergunta “Quem é você?” respondemos usando nosso cadastro: meu nome é tal, sou homem/mulher, tenho tantos anos, sou formado em tal curso, sou casado/solteiro, torço pelo time tal e assim vai.
A pergunta “quem sou eu?” continua sem resposta, mas nosso cadastro serve como uma resposta fácil e imediata e nos acostumamos a identificar a nós mesmos por ele e nos acomodamos com esta resposta. Ao tentarmos nos definir sem usá-lo ficamos mudos. Tente pra ver. “Quem é você? Responda sem usar o cadastro – “Eu sou…” Vou dar uns minutinhos para você se autodefinir… e aí, como foi? Quer tentar mais um pouquinho? Não é fácil não é?
A personalidade tenta responder esta pergunta dia após dia da sua vida. E vai agregando conceitos externos um após o outro, e assim que consegue uma nova identificação, comemora até perceber que esta nova identificação com um conceito ou valor externo não satisfaz à pergunta, e insatisfeita, a personalidade parte em busca de outra identificação. Nem é preciso dizer que ela está constantemente insatisfeita. Percebemos isto observando nossos desejos.
Desejamos ser ricos, desejamos ter um carrão, desejamos status, desejamos poder, desejamos um cônjuge, desejamos filhos, desejamos uma profissão, desejamos aumentar nosso cadastro, na ilusão de responder à pergunta “quem sou eu?” através dele. Mas o nosso cadastro não somos nós. O cadastro pode responder ao verbo estar, mas não ao verbo ser. Estou casado, estou estudando, estou morando… , mas o verbo “estar” não é permanente. O verbo “estar” é um viajante de passagem. Buscamos por algo permanente, algo que não acabe, algo infinito, algo que é.
O nosso corpo é, sem dúvida passageiro e apesar disto é uma das identificações mais fortes que temos. Quando nascemos recebemos um corpo de presente, é o nosso passaporte pra este mundo. É o nosso “AVATAR”. Eu comparo o corpo a um carro. Este corpo, recebemos de presente, todos nós. Cada um recebe um. Novinho em folha. 0 Km. Vem com as características da montadora, com cor, modelo e tamanho já pré-definidos no DNA. Alguns vem com itens de serie a mais, outros a menos. O tipo de veiculo vai influenciar o piloto. Tem carros de corrida, tem caminhões, tem carros para transporte, tem carros de luxo, utilitários, todo tipo de carro pra todo tipo de piloto e missão. E como não podia deixar de ser, nós, os motorista/almas recebemos este carro/corpo e logo em seguida agregamos ao que pensamos ser nós mesmos e pensamos: “Meu corpo sou eu”.
A personalidade é apegada a toda a sua imensa coleção. Olha para o cadastro e para todas as idéias e emoções que colecionou e diz a si mesma: “isto sou eu”. Qualquer coisa que a personalidade entender como perda na sua coleção vai soar como uma amputação, como risco de morte.
Mas a vida é feita de muitas “perdas”. Perdas de coisas que tomamos como nossas e como nós mesmos. “Perdemos” um emprego, “perdemos” um endereço, “perdemos” dinheiro, “perdemos” status, perdemos “um cargo”, “perdemos” saúde, juventude e sofremos como se parte de nós mesmos tivesse sido arrancada.
Por ignorar quem realmente somos nos apegamos a um monte de coisas externas que absolutamente não somos nós e acreditamos ser estas coisas. Esta é uma das grandes ilusões dessa vida. Na verdade ninguém é quem ou o que pensa que é.
A essência humana não é uma coleção de identificações com coisas inanimadas provenientes do mundo fora de nós, não é sequer o nosso corpo, que recebemos ao nascer aqui. A essência humana, a verdadeira resposta para a pergunta “quem sou eu?” não pode ser respondida por identificação ou por agregação de idéias vindas do meio exterior.
A resposta a esta pergunta está no mundo interior e não no mundo exterior. A resposta é pessoal e intransferível porque somos únicos e não é o mundo lá fora quem vai nos dizer quem somos. Paremos de procurar a resposta onde ela não está e a insatisfação, a frustração vão sumir. Comecemos a usar os verbos corretamente: “Eu estou médico”, “eu estou policial”, “eu estou doente”, “eu estou bandido”, “eu estou casado”, “eu estou ignorante”, etc.
Numa vida que é passageira, nada é para sempre, nada é absoluto. As pessoas lutam arduamente para transformar em eterno o que é transitório, numa luta sem chance de vitória. Há pessoas que fazem plásticas atrás de plásticas em busca de uma juventude eterna, de uma beleza eterna, de uma magreza eterna. A vida é como água, ela flui, ela passa. Não dá para segurá-la entre os dedos; se a represar ela evapora e se a confinar ela estagna e apodrece.
E nesta vida passageira, todos se perguntam “quem sou eu?” E imagino que Mário Quintana estava entretido, a indagar-se destas questões fundamentais quando disse que “A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.” Seguindo esta linha de raciocínio, quem seria, então, esse “eu” que pergunta “quem sou eu?” e de quantos eus é feito um ser humano? Tantos quantos forem as camadas de consciência, de fora para dentro, até o EU central, seria a resposta. Imagino que se quem perguntasse fosse o eu-personalidade, – o eu externo – o cadastro satisfaria como resposta, mas não satisfaz, logo a pergunta deve estar sendo feita de um outro lugar, de um “eu” mais profundo, eu suponho. Imagino que quem pergunta é um “eu” que não passa e que pergunta incessantemente “quem sou eu?” para lembrar à personalidade que somos mais do que uma colcha de retalhos do mundo.
Liséllia de Abreu Marques – Brasília/DF
Sô
"Quem sou eu?"
Somos gerados no ventre da nossa mãe como se fossemos parte do corpo dela, após o nascimento, temos o cordão umbilical rompido e com o tempo percebemos que existem dois seres, mamãe e eu. Aí identificamos mamãe e dizemos “aquela é mamãe e este sou eu, e logo depois vem a pergunta básica, e “quem sou eu?”
A pergunta básica: “quem sou eu?” move a personalidade a buscar por resposta que satisfaça à pergunta. Usando da “agregação”, a nossa personalidade passa a buscar esta resposta no meio exterior. E através da identificação vai agregando características externas e criando a imagem de quem pensamos ser.
Agrego a nacionalidade e digo que sou brasileiro(a), me identifico com o sexo de nascimento e sou homem ou mulher, me identifico com a região em que nasci e passo a ser carioca, gaúcho(a), baiano(a), etc. Minha raça define se sou branco(a), negro(a), índio(a) ou oriental. A religião que herdei ou adotei passa a me definir também. O nome que me foi dado é a minha bandeira.
Catamos os valores que existiam antes do nosso nascimento e tomamos como sendo nossos valores. Agregamos pensamentos pré-existentes e estes pensamentos nos conectaram a emoções que não eram nossas, mas nós a sentimos e passamos a agregá-las e achar que estes sentimentos somos nós. E passamos a amar um time e a desprezar um inimigo que já existiam antes de nós.
Interior moldado pelo exterior
Interior moldado pelo exterior
Tudo vem de fora e é costurado, digamos assim, como numa colcha de retalhos. E esta colcha de retalhos chamamos de EU.
Este Eu exterior, este “eu” pegado emprestado do meio, é o que chamo de personalidade.
A personalidade é aquilo que é perguntado na hora que vamos preencher um cadastro: nome, endereço, idade, sexo, estado civil, nacionalidade, naturalidade, raça, cor dos olhos, cor do cabelo, escolaridade, etc.
Geralmente quando ouvimos a pergunta “Quem é você?” respondemos usando nosso cadastro: meu nome é tal, sou homem/mulher, tenho tantos anos, sou formado em tal curso, sou casado/solteiro, torço pelo time tal e assim vai.
A pergunta “quem sou eu?” continua sem resposta, mas nosso cadastro serve como uma resposta fácil e imediata e nos acostumamos a identificar a nós mesmos por ele e nos acomodamos com esta resposta. Ao tentarmos nos definir sem usá-lo ficamos mudos. Tente pra ver. “Quem é você? Responda sem usar o cadastro – “Eu sou…” Vou dar uns minutinhos para você se autodefinir… e aí, como foi? Quer tentar mais um pouquinho? Não é fácil não é?
A personalidade tenta responder esta pergunta dia após dia da sua vida. E vai agregando conceitos externos um após o outro, e assim que consegue uma nova identificação, comemora até perceber que esta nova identificação com um conceito ou valor externo não satisfaz à pergunta, e insatisfeita, a personalidade parte em busca de outra identificação. Nem é preciso dizer que ela está constantemente insatisfeita. Percebemos isto observando nossos desejos.
Desejamos ser ricos, desejamos ter um carrão, desejamos status, desejamos poder, desejamos um cônjuge, desejamos filhos, desejamos uma profissão, desejamos aumentar nosso cadastro, na ilusão de responder à pergunta “quem sou eu?” através dele. Mas o nosso cadastro não somos nós. O cadastro pode responder ao verbo estar, mas não ao verbo ser. Estou casado, estou estudando, estou morando… , mas o verbo “estar” não é permanente. O verbo “estar” é um viajante de passagem. Buscamos por algo permanente, algo que não acabe, algo infinito, algo que é.
O nosso corpo é, sem dúvida passageiro e apesar disto é uma das identificações mais fortes que temos. Quando nascemos recebemos um corpo de presente, é o nosso passaporte pra este mundo. É o nosso “AVATAR”. Eu comparo o corpo a um carro. Este corpo, recebemos de presente, todos nós. Cada um recebe um. Novinho em folha. 0 Km. Vem com as características da montadora, com cor, modelo e tamanho já pré-definidos no DNA. Alguns vem com itens de serie a mais, outros a menos. O tipo de veiculo vai influenciar o piloto. Tem carros de corrida, tem caminhões, tem carros para transporte, tem carros de luxo, utilitários, todo tipo de carro pra todo tipo de piloto e missão. E como não podia deixar de ser, nós, os motorista/almas recebemos este carro/corpo e logo em seguida agregamos ao que pensamos ser nós mesmos e pensamos: “Meu corpo sou eu”.
A personalidade é apegada a toda a sua imensa coleção. Olha para o cadastro e para todas as idéias e emoções que colecionou e diz a si mesma: “isto sou eu”. Qualquer coisa que a personalidade entender como perda na sua coleção vai soar como uma amputação, como risco de morte.
Mas a vida é feita de muitas “perdas”. Perdas de coisas que tomamos como nossas e como nós mesmos. “Perdemos” um emprego, “perdemos” um endereço, “perdemos” dinheiro, “perdemos” status, perdemos “um cargo”, “perdemos” saúde, juventude e sofremos como se parte de nós mesmos tivesse sido arrancada.
Por ignorar quem realmente somos nos apegamos a um monte de coisas externas que absolutamente não somos nós e acreditamos ser estas coisas. Esta é uma das grandes ilusões dessa vida. Na verdade ninguém é quem ou o que pensa que é.
A essência humana não é uma coleção de identificações com coisas inanimadas provenientes do mundo fora de nós, não é sequer o nosso corpo, que recebemos ao nascer aqui. A essência humana, a verdadeira resposta para a pergunta “quem sou eu?” não pode ser respondida por identificação ou por agregação de idéias vindas do meio exterior.
A resposta a esta pergunta está no mundo interior e não no mundo exterior. A resposta é pessoal e intransferível porque somos únicos e não é o mundo lá fora quem vai nos dizer quem somos. Paremos de procurar a resposta onde ela não está e a insatisfação, a frustração vão sumir. Comecemos a usar os verbos corretamente: “Eu estou médico”, “eu estou policial”, “eu estou doente”, “eu estou bandido”, “eu estou casado”, “eu estou ignorante”, etc.
Numa vida que é passageira, nada é para sempre, nada é absoluto. As pessoas lutam arduamente para transformar em eterno o que é transitório, numa luta sem chance de vitória. Há pessoas que fazem plásticas atrás de plásticas em busca de uma juventude eterna, de uma beleza eterna, de uma magreza eterna. A vida é como água, ela flui, ela passa. Não dá para segurá-la entre os dedos; se a represar ela evapora e se a confinar ela estagna e apodrece.
E nesta vida passageira, todos se perguntam “quem sou eu?” E imagino que Mário Quintana estava entretido, a indagar-se destas questões fundamentais quando disse que “A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.” Seguindo esta linha de raciocínio, quem seria, então, esse “eu” que pergunta “quem sou eu?” e de quantos eus é feito um ser humano? Tantos quantos forem as camadas de consciência, de fora para dentro, até o EU central, seria a resposta. Imagino que se quem perguntasse fosse o eu-personalidade, – o eu externo – o cadastro satisfaria como resposta, mas não satisfaz, logo a pergunta deve estar sendo feita de um outro lugar, de um “eu” mais profundo, eu suponho. Imagino que quem pergunta é um “eu” que não passa e que pergunta incessantemente “quem sou eu?” para lembrar à personalidade que somos mais do que uma colcha de retalhos do mundo.
Liséllia de Abreu Marques – Brasília/DF
domingo, 4 de abril de 2010
Renovação...
sábado, 3 de abril de 2010
Mais frases...
"Não há ninguém, mesmo sem cultura, que não se torne poeta quando o Amor toma conta dele."
Platão
Platão
Algumas frases de grandes pensadores...
"Eu tenho um sonho, que meus quatro filhos pequenos viverão um dia em uma nação onde eles não serão julgados pela cor de sua pele mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!" Martin Luther King, Jr.
"A minha preocupação não está em ser coerente com as minhas afirmações anteriores sobre determinado problema, mas em ser coerente com a verdade." Gandhi
"Não posso imaginar que uma vida sem trabalho seja capaz de trazer qualquer espécie de conforto. A imaginação criadora e o trabalho para mim andam de mãos dadas; não retiro prazer de nenhuma outra coisa." Sigmund Freud
"O homem nasceu livre, e em todos os lugares ele está acorrentado." Jean-Jacques Rousseau
"Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos. Nós nos sentimos melhores com nós mesmos e melhores com os animais, sabendo que não estamos contribuindo para o sofrimento deles."
Paul e Linda McCartney
"A humildade é o primeiro degrau para a sabedoria."
Tomás de Aquino
"A minha preocupação não está em ser coerente com as minhas afirmações anteriores sobre determinado problema, mas em ser coerente com a verdade." Gandhi
"Não posso imaginar que uma vida sem trabalho seja capaz de trazer qualquer espécie de conforto. A imaginação criadora e o trabalho para mim andam de mãos dadas; não retiro prazer de nenhuma outra coisa." Sigmund Freud
"O homem nasceu livre, e em todos os lugares ele está acorrentado." Jean-Jacques Rousseau
"Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos. Nós nos sentimos melhores com nós mesmos e melhores com os animais, sabendo que não estamos contribuindo para o sofrimento deles."
Paul e Linda McCartney
"A humildade é o primeiro degrau para a sabedoria."
Tomás de Aquino
OLá Pessoal de Paulínia.
Feliz 2010 pra todos nós!
Sejam bem vindos, Querido Diretor, Queridos Professores, Queridos Funcionários e Queridos Alunos do Integral de Paulínia.
Aqui é a SÔ, Professora de Ética,Filosofia e Teatro.
Este espaço foi criado pra trocarmos ideias e postarmos nossos trabalhos e projetos.
Forte abraço virtual a todos.
Soraia Spolidório
Sejam bem vindos, Querido Diretor, Queridos Professores, Queridos Funcionários e Queridos Alunos do Integral de Paulínia.
Aqui é a SÔ, Professora de Ética,Filosofia e Teatro.
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Forte abraço virtual a todos.
Soraia Spolidório
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