quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Karl Marx e as classes sociais

Maquiavel, o principe

Aristóteles

Mahatma Gandhi - "Bapu"

Jean Jacques Rousseau - Sua Vida

Nietzsche e Natureza Selvagem

Café Filosófico Alpha 2010: Seu Jorge - Brasis

Café Filosófico Alpha 2010: Seu Jorge - Brasis

Café Filosófico Alpha 2010: Zeca Baleiro - Vai de Madureira

Café Filosófico Alpha 2010: Zeca Baleiro - Vai de Madureira

Café Filosófico Alpha 2010: ana carolina e seu jorge chatterton

Café Filosófico Alpha 2010: ana carolina e seu jorge chatterton

Café Filosófico Alpha 2010: Elis Regina - Como Nossos Pais

Café Filosófico Alpha 2010: Elis Regina - Como Nossos Pais

Café Filosófico Alpha 2010: CHARLIE BROWN JR - NÃO É SERIO

Café Filosófico Alpha 2010: CHARLIE BROWN JR - NÃO É SERIO

Café Filosófico Alpha 2010: Raul Seixas - Quando você crescer

Café Filosófico Alpha 2010: Raul Seixas - Quando você crescer

Café Filosófico Alpha 2010: Raul Seixas - O Homem

Café Filosófico Alpha 2010: Raul Seixas - O Homem

Café Filosófico Alpha 2010: keane - somewhere only we know

Café Filosófico Alpha 2010: keane - somewhere only we know

Café Filosófico Alpha 2010: Eduardo Marinho.avi

Café Filosófico Alpha 2010: Eduardo Marinho.avi

Café Filosófico Alpha 2010: O Ato de Filosofar - Professora SÔ

Café Filosófico Alpha 2010: O Ato de Filosofar - Professora SÔ: "'Eu sei que o grande tema da vida é a luta e o sofrimento.' (Charles Chaplin) O Homem é um animal diferente. Só ele tem consciência de si pr..."

Café Filosófico Alpha 2010: A História da Filosofia - Professora Soraia Spolid...

Café Filosófico Alpha 2010: A História da Filosofia - Professora Soraia Spolid...: "'Pensemos juntos. Se ignoras uma coisa e sabes que a ignoras, variarás de opinião a seu respeito?' (Sócrates) Embora a filosofia seja um 'p..."

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Café Filosófico de Paulínia

Refletir sempre!
Dia 10/11 - 20 horas - Unidade de Paulínia.
http://cafefilosoficoalpha2010.blogspot.com/

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Paul McCartney - My Love & Maybe I'm Amazed (HQ)

Café Filosófico Alpha 2010: Gilberto Gil - Lamento Sertanejo

Café Filosófico Alpha 2010: Gilberto Gil - Lamento Sertanejo

FILÓSOFOS Meninos e Meninas

Nietzsche, Rousseau e Gandhi - Meninos
Aristóteles, Maquiavel e Marx - Meninas

Café Filósofico de Paulínia - 10/11 - 20 horas.

Olhar, refletir, articular, persuadir, amar, odiar, construir, destruir, aprender, andar, sorrir, enfim, debater as atitudes do Ser Humano, assim os Queridos Alunos do Segundo Ano do Ensino Médio da Unidade de Paulínia, no dia 10/11, às 20 horas, mostrarão o quanto estão preparados para receber Pais, Professores e Alunos do nono ano do Fudamental II, Primeiro Ano do E.M.

Sob supervisão da Professora Soraia Spolidório

The Birds Song Score - A partitura dos pássaros

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Projeto Voto Certo.

Projeto VOTO CERTO
Qual o objetivo do projeto?Conscientizar os eleitores sobre a importância do voto para que a democracia seja exercida no país.Como conscientizar os eleitores?1. Ensinar aos cidadãos que o voto é a ferramenta mais preciosa da democracia, pois através do processo eleitoral elege-se alguém que representará o povo no gerenciamento do que é de todos, isto é, na administração do que é público.2. Mostrar o valor de cada voto aos eleitores.3. Fixar na mente de cada cidadão a consequência desastrosa que pode ocorrer quando o eleitor vota mal e sem convicção. A soma dos votos "errados" (votos inconseqüentes) pode implicar situações em que sujeitos sem caráter e sem escrúpulos acabam por governar o espaço onde vivemos.4. Enfim, integrar o povo ao processo de votação.Por que realizar este projeto?Verifica-se desde a época das Diretas Já em 1989 que o povo em sua maioria ainda não compreendeu o valor do voto na escolha dos rumos do país. O poder do voto foi reconsquistado pelo povo, porém essa ferramenta ainda não foi usada com todo o seu vigor. O processo de Impeachment de Fernando Collor e os inúmeros casos recentes de corrupção relacionados à política atestam esse fato.Qual o resultado esperado com este projeto?Para reverter esses fatos lamentáveis, que atrapalham o progresso da nação, o projeto, de forma a não vincular-se a nenhum partido ou posição política, ao mesmo tempo em que se propõe que seja neutro politicamente, pretende mudar a visão da importância da política e, consequentemente, do valor do voto na mente dos eleitores.

A força jovem nas eleições.

A importância do voto e a conscientização da juventude brasileira acerca de seus direitos políticos
Estamos nos aproximando de mais um pleito eleitoral. No dia 5 de outubro os brasileiros comparecerão às urnas para, em primeiro turno, escolherem os seus representantes aos governos municipais e às câmaras de vereança de todo o País.A Constituição Federal estabelece em seu artigo 14 que “a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos (...).” Isto acontece porque, como sabemos, “todo poder emana do povo”, especialmente, num Estado democrático de direito como o nosso.Por essa razão, e como pressuposto básico do exercício da democracia e da cidadania, a Constituição Federal estabeleceu que todos os brasileiros, observadas as disposições constitucionais e legais, devem votar, a fim de escolherem seus representantes, como forma de participarem ativamente do processo de tomada de decisões acerca dos destinos da Nação.Nessa ordem de idéias, a Carta Política atribuiu aos jovens entre 16 e 18 anos de idade, a faculdade de participarem, desde logo, de tão prestigioso e importante mister que é, justamente, o de exercerem os seus direitos de cidadãos. Se, pois, o direito de voto representa a arma mais poderosa exercida pelo povo na luta pelos seus direitos, principalmente o de “liberdade”, fica fácil demonstrar a importância do voto da juventude e para a juventude.É através do voto que o jovem poderá participar ativamente do cenário político de seu país, manifestando suas idéias, fazendo-se ouvir, exigindo a plena satisfação de seus direitos, contribuindo para o pleno desenvolvimento da nação e, principalmente, assegurando o pleno exercício da democracia.Os jovens, geralmente, têm a aspiração e a força para lutarem por seus desejos, por seus sonhos, por suas aspirações. Muitos têm plena consciência de seu papel, individualmente e no contexto social. Todavia, e infelizmente, falta a muitos jovens a compreensão exata do poder quem têm em suas mãos, através do direito de votar. Nada obstante, convém ressaltar: através do voto, tudo é possível. Desde a melhoria das condições de ensino, dos programas sociais, da cultura, do lazer, da segurança, do emprego, até aos mais ásperos e espinhosos assuntos de interesse nacional.Por isso, o voto mostra-se como o único instrumento eficiente e capaz de transformar estes desejos e aspirações em agradáveis realidades.Não é demais lembrar que “com grandes poderes, surgem grandes responsabilidades”. Assim, sendo, é correto afirmar que o exercício do direito de voto impinge ao seu titular um processo de profunda e árdua reflexão, uma vez que, por meio dele, deverá influir estruturalmente no governo de seu país, e na vida de cada um dos seus habitantes.Mas não se esqueçam: o prazo para exercer o seu direito de cidadão, ainda este ano, vai somente até o próximo dia 7.Boa votação!Por Luiz Fernando Salles GianelliniAdvogado e consultor jurídicoFale conoscoMSN: msn@folhablu.com.brSkype: skype@folhablu.com.br

A importância do voto nas eleições.

O voto é a “ferramenta” que o povo dispõe para eleger seu representante. Ele demonstra a vontade de um povo e o futuro de uma nação. As pessoas não acreditam que o seu voto possa fazer a diferença, ou que possa mudar o destino de um país e o destino de um povo. Vivemos numa democracia, onde cada um possui o direito de escolher o que acredita ser o melhor para si e para os seus semelhantes. O brasileiro é conhecido por sua alegria, garra e esperança, mas também é popular por sua ingenuidade, falta de memória e falta de atitude.
Não tenho dúvidas de que qualquer um de nós, rico ou pobre, branco ou negro, deseja o melhor para o seu país. Mas não acredito que alguém possa imaginar o crescimento e desenvolvimento desta nação sem a reavaliação da distribuição de renda, de uma significativa melhora na saúde, educação, segurança e justiça, enquanto seus cidadãos não tiverem as mesmas oportunidades, sem uma moradia digna, lazer e um emprego com uma remuneração proporcional ao custo de vida. O que precisamos entender é que não há crescimento real em cima do sofrimento e pobreza dos outros, não há desenvolvimento apenas com o enriquecimento de poucos empresários ou de uma pequena parcela da população.
“Conhecer não é o bastante, precisamos aplicar. Desejar não é o suficiente, precisamos fazer”, afirmava o filósofo alemão Goethe (1749-1832). É necessária a participação e o comprometimento de todos, especialmente dos políticos que ganharam a confiança do povo para representá-lo nas esferas do poder e do próprio povo que os elegeu. Uma mudança de postura é essencial nesta altura. Não basta reclamar apenas quando estouram os problemas ou quando a podridão vem à tona. Temos que participar ativamente dos processos, cobrar posturas, atitudes e que as propostas sejam colocadas em prática, exigir respostas e questionar o que não consideramos correto.
O ato de votar é um ato sublime, é o momento em que podemos punir os corruptos e/ou corruptíveis, é o momento para renovar e mudar o cenário político brasileiro, mas precisamos fazê-lo acontecer e dar um basta aos que pensam que estão aquém da justiça. Ainda existem políticos bons, políticos honestos, comprometidos com o povo e com o trabalho no Brasil. E são eles que precisam do seu apoio neste momento tão importante da história do país. Só a renovação vai trazer a mudança definitiva, uma mudança que aos poucos transforme nossa maneira de pensar com relação à política e aos políticos.
Vote em quem você realmente acredita ser a melhor opção para o Brasil. Não vote pensando apenas nos seus próprios interesses. Vote conscientemente. Saiba as razões pelas quais você escolheu tais candidatos, que eles possuem as propostas mais inteligentes e as melhores intenções. Volto a ressaltar que este é o momento de bater o pé contra tudo o que temos assistido de mãos atadas. Dê voz à sua vontade e demonstre seus sentimentos. Vamos mostrar que as coisas podem ser diferentes, basta acreditar.
E lembre sempre do que disse Yevgeny Yevtushenko: “quando a verdade é substituída pelo silêncio, o silêncio é uma mentira”. Se esta célebre frase não faz sentido para você, considere o que Martin Lutter King disse: “o que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”. Não se cale, faça-se ser ouvido!
Stephanes Junior é formado em Economia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), fez Especialização em Desafios de Liderança, na Califórnia – Tom Peters Group, Especialização em Cultura, Política, Leis e Democracia pelo Instituto Friedrich Naumann, na Alemanha, Especialização em Oportunidades do Mercado Global na Harvard Business School, nos EUA e MBA em Administração na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Parceiros Internacionais e Institucional

Voto nulo ou branco.

O que é voto nulo ?É considerado voto nulo quando o eleitor manifesta sua vontade de anular seu voto, digitando na urna eletrônica um número que não seja correspondente a nenhum candidato ou partido político oficialmente registrados. No caso de uso de cédula de papel, é quando o eleitor faz qualquer marcação que não identifique de maneira clara o nome, ou o número do candidato, ou o número do partido político. O voto nulo é apenas registrado para fins de estatísticas e não é computado como voto válido, ou seja não vai para nenhum candidato, partido político ou coligação.
O que é voto em branco ?É considerado voto branco quando o eleitor manifesta sua vontade de não votar em nenhum candidato ou partido político, apertando a tecla BRANCO na urna eletrônica. O voto branco, assim como o voto nulo, é apenas registrado para fins de estatísticas e não é computado como voto válido, ou seja, não vai para nenhum candidato, partido político ou coligação. Antes da Lei 9.504/97, o voto branco era considerado válido, desde então não é mais.
Fonte: http://www.tse.gov.br/eleicoes/mesarios/html/faq.html#FAQ32

O que significa o Voto nulo e o branco.

Na prática, não há mais diferença entre um e outro. Nenhum deles conta na hora de fazer a soma oficial dos votos de cada candidato. Desde 1997, quando houve uma mudança na legislação eleitoral, os votos brancos e nulos passaram a ter significado quase idêntico, ou seja, não ajudam e nem atrapalham a eleição. Como muita gente não sabe disso, a confusão persiste.O voto nulo ocorre quando o eleitor digita, de propósito, um número errado na urna eletrônica e confirma o voto. Para votar em branco, o eleitor aperta o botão "branco" do aparelho. Antes de existir urna eletrônica, quem quisesse anular o voto rasurava a cédula de papel – tinha gente que escrevia palavrão e até xingava candidatos. Quem desejasse votar branco, simplesmente deixava de preencher os campos da cédula.As dúvidas sobre esse assunto sobrevivem porque, até 1997, os votos em branco também eram contabilizados para se chegar ao percentual oficial de cada candidato. Na prática, era como se os votos em branco pertencessem a um "candidato virtual". Mas os votos nulos não entravam nessa estatística. Com a lei 9.504/97, os votos em branco passaram a receber o mesmo tratamento dos votos nulos, ou seja, não são levados em conta. A lei simplificou tudo, pois diz que será considerado eleito o candidato que conseguir maioria absoluta dos votos, "não computados os em brancos e os nulos".Mas por que então os votos em branco eram contabilizados antes? Há controvérsia sobre isso. Alguns juristas e cientistas políticos sustentam que o voto nulo significa discordar totalmente do sistema político. Já o voto em branco simbolizaria que o eleitor discorda apenas dos candidatos que estão em disputa. Daí, ele vota em branco para que essa discordância entre na estatística. Porém, depois da mudança da lei essa discussão perdeu o sentido, já que tanto faz votar branco ou nulo.Vale a pena lembrar também que nas últimas eleições tem circulado e-mails que pregam anular o voto como forma de combater a corrupção na política.Esses textos dizem que se houver mais de 50% de votos nulos e brancos a eleição será cancelada e uma nova eleição terá de ser marcada, com candidatos diferentes dos atuais. Puro engano. Tudo isso não passa de leitura errada da legislação, segundo as mais recentes interpretações do próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A Democracia Brasileira, 1985 até hoje (2009), a melhor fase da nossa hi...

Democracia no Brasil

Os donos da democracia, PARTE UM

Democracia

Filosofia Politica: Democracia - 1

Eleições 2010

Eleições 2010
Apesar de as eleições estarem marcadas para outubro do ano que vem, as movimentações, discussões e preparativos para o pleito estão acelerados e na prática a campanha já começou. Em julho, alguns partidos abriram a temporada de pesquisas para dar subsídios à escolha de seus eventuais candidatos. Também já foram feitas alianças e há políticos que cumprem agenda como candidatos. Saiba como serão as eleições de 2010.
1.Quais cargos estarão em disputa?
Além do presidente da República, também serão eleitos governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distrital - no caso de Brasília. No Senado, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa. Como cada estado tem direito a três assentos, em 2010 serão eleitos dois senadores por estado. No caso da Câmara, todas as 513 cadeiras estarão em disputa, e cada estado tem direito a um número diferente de deputados federais, dependendo de seu número de habitantes. Nas Assembléias Legislativas (e na Câmara Legislativa do Distrito Federal), todos os 1.057 assentos do país deverão ser disputados (o TSE divulgará o número oficial no dia 5 de março), sendo que o número de deputados em cada estado varia de acordo com sua população.
2. Qual é a duração e o limite do mandato para cada cargo?
Hoje, o mandato para presidente da República é de quatro anos, com limite de dois mandatos, o mesmo tempo vale para governador. Senador tem mandato de oito anos, com possibilidade de reeleições sucessivas e sem limites. Os deputados federais, estaduais e distrital têm mandato de quatro anos, com possibilidade de reeleições sucessivas e sem limites.
3. Quais as datas das votações?
O primeiro turno ocorrerá no dia 3 de outubro, conforme o calendário eleitoral de 2010 divulgado em julho pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso nenhum dos candidatos obtenha a maioria absoluta dos votos válidos, haverá segundo turno para a escolha de presidente e governadores. Nesse caso, a data estabelecida pelo TSE é 31 de outubro.
4. Um candidato ainda pode mudar de partido ou de domicílio eleitoral?
Não. O dia 3 de outubro foi o último dia para mudança de filiação partidária e de domicílio eleitoral.
5. Quando serão divulgados oficialmente os candidatos?
Entre 10 e 30 de junho de 2010, ocorrem as convenções partidárias para a escolha de candidatos. O registro dos escolhidos deve ser feito até o dia 5 de julho.
6. Quais os prazos para o eleitor tirar título ou solicitar transferência de seção eleitoral?
Até o dia 5 de maio, mesma data limite para os portadores de necessidades especiais pedirem a transferência para uma “seção especial”. Em caso de perda do título, a segunda via do documento deve ser requerida até 23 de setembro.
7. Quais são as regras para a propaganda eleitoral em 2010?
Ela será permitida a partir do dia 6 de julho, depois que todos os candidatos já estiverem registrados. No rádio e na TV, o horário eleitoral gratuito do primeiro turno terá início no dia 17 de agosto e terminará em 30 de setembro. Se houver segundo turno, a propaganda deve começar até 16 de outubro e será veiculada até o dia 29. As pesquisas de tendência de voto deverão ser registradas a partir de 1º de janeiro de 2010. A distribuição de material de propaganda política e a realização de passeatas e carreatas podem ser feitas até dia 2 de outubro, véspera da eleição.
8. Quais as regras para a propaganda eleitoral na internet?
Para 2010, os candidatos terão liberdade total na internet para utilizar blogs, mensagens instantâneas e sites de redes sociais. A livre manifestação na web durante as campanhas eleitorais é permitida desde que a autor seja identificado e o direito de resposta, garantido. A doação eleitoral poderá ser feita via internet, por meio de transações com cartões de crédito ou débito, boleto bancário ou cobrança na conta telefônica.
9. Que outras mudanças estão previstas para 2010?
Segundo a minirreforma eleitoral sancionada pelo presidente Lula em setembro, os eleitores terão de apresentar o título de eleitor e um documento com foto para ter acesso à cabine de votação. Os eleitores em trânsito no território nacional poderão votar para presidente e vice em urnas instaladas nas capitais. Outra mudança prevê que os partidos preencham 30% de suas vagas com mulheres e assegure que 5% do montante que recebem do Fundo Partidário sejam utilizados para a capacitação de representantes do sexo feminino. Além disso, 10% do total do tempo de propaganda gratuita que os partidos têm direito todos os anos – e não apenas nos anos eleitorais – devem ser reservados às mulheres. O limite de gastos com pessoal pagos com recursos do Fundo Partidário poderá ser ampliado de 20% para 50%. Também foi regulada a publicidade eleitoral em lugares públicos e privados e a quantidade de anúncios que podem ser publicados por candidato.
10. Quais os possíveis candidatos à presidência?
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), é um dos nomes mais fortes do PT, apesar de o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) também ser cotado. Entre os tucanos, o governador de São Paulo José Serra aparece como favorito, apesar da dúvida em relação à possível escolha do atual governador de Minas Gerais, Aécio Neves. A senadora Marina Silva (AC) deve ser a candidata pelo Partido Verde.
11. Quais os prazos para candidatos deixarem os cargos públicos?
Segundo a legislação, os candidatos devem deixar os cargos seis meses antes do pleito. A ministra Dilma afirmou que se for candidata à Presidência pode deixar o Executivo em fevereiro para se dedicar integralmente à campanha.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Patrimônio cultural da humanidade e a preservação.


Globalização, biodiversidade e a valorização do Patrimônio cultural

Autor: Silvio Pinto Ferreira Junior

Área: Ciências Sociais

A ampliação da noção de patrimônio cultural pode ser considerada, portanto, mais um dos efeitos da chamada "globalização", na medida em que ter aspectos de sua cultura, talvez até então considerada como primitiva e exótica, reconhecidos como Patrimônio Mundial, contribuiu para inserir um país ou um grupo social na comunidade internacional, com benefícios, não somente políticos, como também econômicos.

Cada vez mais a preocupação em preservar está associada à consciência da importância da diversidade - seja a biodiversidade, seja a diversidade cultural - para a sobrevivência da humanidade.

No caso da biodiversidade, há clareza cada vez maior, por parte da opinião pública, de que se trata de patrimônio de todos, acima de interesses particulares. Talvez as origens do movimento ambientalista, que já nasce associado à pesquisa científica e às organizações da sociedade, tenha favorecido esta mobilização em torno da necessidade de preservação do meio ambiente, dificultando a apropriação dessa "causa" por facções políticas ou sua associação a posturas ideológicas, como elitismo ou conservadorismo (LONDRES, 2001:198).

Sem dúvida, a ampliação do conceito de cidadania, que implica o reconhecimento dos direitos culturais dos diferentes grupos que compõem uma sociedade, entre eles o direito à memória, ao acesso à cultura e à liberdade de criar, como também o reconhecimento de que produzir e consumir cultura são fatores fundamentais para o desenvolvimento da questão do que é "nacional", beneficiando-se do aporte de áreas como a antropologia, a sociologia, a estética e a história (LONDRES, 2001:198).

Outra analogia com a questão ambiental diz respeito à posição, nesse novo cenário, de muitos países em desenvolvimento. Nesse caso, menos pode significar mais: uma relação menos predatória com o meio ambiente os torna "ricos" nesse sentido, assim como a sobrevivência de formas de vida, ou melhor, de "formas de expressão" e "modos de criar, fazer e viver" diversificados, em geral mais apropriados aos recursos disponíveis na região, torna, não só esses recursos, como os conhecimentos a eles associados, uma "riqueza" que tem sido cobiçada e, em muitos casos, expropriada pelos países desenvolvidos. Pensar em formas de preservar esse patrimônio, como também a relação que com ele têm seus produtores e consumidores, sem que isso signifique associar a preservação a pobreza e atraso, passa a ser estratégia importante para o desenvolvimento dessas regiões (LONDRES, 2001:199).

A história da arte e da arquitetura, a arqueologia, a antropologia e a etnologia não se limitam mais ao estudo dos monumentos em si mesmos, mas se voltam preferencialmente para os conjuntos culturais complexos e multidimensionais que traduzem no espaço as organizações sociais, os modos de vida, as crenças, os saberes e as representações das diferentes culturas passadas e presentes no mundo inteiro. Cada testemunho material não é mais, portanto, considerado isoladamente, mas em seu contexto e na compreensão das múltiplas relações que mantém de modo recíproco com seu ambiente físico-cultural e natural - e não - físico. Os elementos do patrimônio físico aparecem, juntamente com seu ambiente, sempre como suporte de saberes, de práticas e de crenças; eles organizam uma "paisagem" vivida pela comunidade e participam de sua identidade. (LEVY-STRAUSS, 2001:24).

Contudo, é fundamental que se formulem e implementem políticas que tenham como objetivo enriquecer a relação da sociedade com seus bens culturais, sem que se perca de vista os valores que justificam a preservação.

BIBLIOGRAFIA

LÉVI-STRAUSS, Claude (2001). Patrimônio Imaterial e diversidade cultural: O novo decreto para a proteção dos bens imateriais. In: Patrimônio Imaterial. Rio de Janeiro: ORDECC, pp. 23-28 (REVISTA TEMPO BRASILEIRO Nº 147 - 2001).

LONDRES, Cecília (2001). Para além da ‘pedra e cal': por uma concepção ampla de patrimônio. (org.) Patrimônio Imaterial. Rio de Janeiro: ORDECC, pp.185-207 (REVISTA TEMPO BRASILEIRO Nº 147 - 2001).

Artes e Literatura;


Sociologia da literatura

De Wikipedia, a enciclopedia livre


A sociologia da literatura é um método de estudo das obras literárias dos chamados trascendentes, isto é, aqueles que analisam as obras em virtude de uma finque interpretativa que está para além da configuração linguística do texto.

A sociologia da literatura, em concreto, estabelece conclusões que partem da consideração da literatura como realidade, fenómeno ou instituição social, enquanto relaciona as obras literárias e seus criadores, a sociedade e o momento histórico em que nascem, e a orientação política que as inspira.

  • Existe outro termo, sociocrítica, que, ainda que em origem não é sinónimo de sociologia da literatura, tem terminado com o tempo por se referir, ainda que de forma mais restringida, ao mesmo âmbito de estudo. A sociocrítica foi uma disciplina surgida dentro da Nouvelle Critique francesa, e procurava distanciar-se da estética marxista tradicional através do uso de princípios metodológicos próprios da Semiótica, a Neorretórica e a Hermenéutica. Neste sentido, a sociocrítica concentra-se exclusivamente nas estruturas textuales e sua relação com a sociedade (em sentido bato), a diferença da sociologia da literatura que aborda também todo o processo de produção, distribuição, reedición e recepção das obras.

Educação e formação de valores culturais.


KARL MANNHEIM (1893-1947)

MANNHEIM E A LUZ NO FIM DO TÚNEL

Mannheim retoma a formulação de Weber sobre os tipos de educação: pedagogias do cultivo e do treinamento. Acrescenta a essa formulação a perspectiva de um programa para a mudança da educação.

+ Fugindo do pessimismo weberiano, propõe que a sociologia sirva de embasamento teórico para educadores e educandos no objetivo de compreenderem a situação educacional moderna.

+ Para Mannhiem o pensamento social não pode explicar a vida humana, mas apenas expressá-la. O papel da teoria é compreender o que as pessoas pensam sobre a sociedade e não o de propor explicações hipotéticas sobre ela.

+ O autor defendia uma sociedade que fosse essencialmente de democrática, uma democracia de bem-estar social dirigida pelo planejamento racional e governada por cientistas.

+ Mannheim:
- Admite que a racionalização da vida levou a um declínio da educação voltada para a formação do homem integral, mas que o arejamento promovido pela democratização das relações sociais permitiu o surgimento de novas esperanças. Nesse sentido, embora o capitalismo tenha gerado desigualdades sociais, o interesse dos jovens das classes inferiores em ascender socialmente à elite, traz ao processo educacional as contribuições culturais das diferentes camadas sociais e intercomunicação entre elas.
- Percebeu a importância da sociologia na modernidade, para o estudo dos fenômenos educacionais, justamente porque a vida baseada na tradição estava se esgotando. Nas épocas históricas dominadas pela tradição (pré-capitalista) a educação resumia-se a ajudar a criança a ajustar-se à ordem social tradicionalmente estabelecida. Valendo-se da influência da psicanálise, observa que tal processo era apenas de assimilação “inconsciente”, pela criança, do modelo da ordem vigente. Mas quanto mais a tradição vai sendo substituída pela racionalização da vida, provocada pela consolidação da sociedade industrial, mais os conteúdos educacionais devem ser transmitidos num processo “consciente”, em que o educador se aperceba do meio social em que vive e das mudanças pelas quais passa. à Nem os objetivos do processo educacional nem as metas podem ser concebidos sem a consideração do contexto social, pois eles são socialmente orientados.
- Não concordava com a idéia de que a teoria pode existir apenas pela teoria. Achava que a sociologia poderia servir de base para o aprimoramento da educação.

+ ‘Queremos compreender nosso tempo, as dificuldades desta Era e como a educação sadia pode contribuir para a regeneração da sociedade e do homem’ (Mannheim apud Rodrigues, p.82).

+ Regenerar de quê?
Regenerar a sociedade e o homem dos efeitos perversos que vêm embutidos no processo de racionalização detectado por Weber. Valer-se da compreensão dos diferentes tipos históricos de educação, construídos por Weber, para a montagem de uma pedagogia de dê conta de educar o homem moderno sem arrancar-lhe as possibilidades oferecidas por uma formação integral.
- Para Mannheim:
· Não há porque pensar que a pedagogia do cultivo está condenada à morte. Os modos de vida incutidos por esta educação, voltada para a cultura e a erudição, estavam associados ao poder de certas classes privilegiadas “que dispunham de lazer e de energias excedentes para cultivá-la”, e tais classes entraram em declínio com o desenvolvimento do capitalismo e a ascensão da burguesia. Concorda que a educação especializada desintegra a personalidade e a capacidade de compreender de modo mais completo o mundo em que se vive. Mas argumenta que a grande questão educacional da primeira metade do século XX era saber se os valores veiculados por este tipo de formação são exclusivamente dessas classes ociosas ou se podem ser transferidos em alguma media às classe médias e aos trabalhadores.
· O elemento histórico decisivo na abertura das possibilidades na sociedade atual é político: o advento da democracia moderna.

O que seria essa “educação sadia”?
+ Mannheim compreende que:
- Existem tendências no sentido de criar padrões melhores de vida. à Os movimentos da juventude são responsáveis pelo desenvolvimento de um ideal de homem “sincero”, interessado numa relação mais autêntica com a natureza e com os outros. A psicanálise é responsável por um novo padrão de vida, com saúde mental, capaz de deixar o homem livre das repressões adquiridas na formação.
- A modernidade não tem apenas custos, ou ameaças à liberdade. Ela traz também esperanças e valores sociais solidários, abertos.
A principal contribuição de todas as que a moderna democracia é capaz de oferecer é a possibilidade de que todas as camadas sociais venham a contribuir com o processo educacional. E a sociologia é a disciplina, em sua visão, capaz de fazer a síntese dessas contribuições. Por isso é tão importante, para ele, que a sociologia sirva de base à pedagogia. (p.83).

Mannheim era um homem de seu tempo, em busca de um programa de estudos em sociologia da educação que possibilitasse a formulação de projetos educacionais que ampliassem o horizonte do homem, que superasse as divisões em blocos políticos e ideológicos, que não o satisfaziam. (...) (p.83).


BIBLIOGRAFIA
RODRIGUES, Alberto Tosi. Sociologia da Educação. 6. ed. Rio de Janeiro: lamparina, 2007.
Cidadania: Adeus ao Estado-Nação?

O conceito de cidadania remete para a qualidade de membro numa determinada comunidade, com as responsabilidades daí decorrentes, e os direitos inalienáveis que tal pertença confere. Nas cidades-Estado gregas, que foram o seu berço histórico, a cidadania significava direito à participação na polis em troca do dever da defesa militar.

1. A evolução da cidadania moderna

A concepção de cidadania e respectiva evolução histórica apresentadas por T.H.Marshall em 1950 revelou-se tão fecunda que ainda hoje permanece um bom ponto de partida. Segundo o autor, desde o seu aparecimento no século XVIII, a cidadania moderna experimentou um progressivo alargamento no seu âmbito. Principiou por ser uma cidadania eminentemente jurídica ou civil (o Estado de direito, a igualdade perante a lei). Ser cidadão significava então o direito à protecção por parte do Estado contra a prepotência dos mais fortes, mas também contra os abusos do próprio Estado. No século XIX, época das revoluções liberais, ao lado da dimensão jurídica a cidadania ganhou uma dimensão política. Ser cidadão passou a significar também o direito à participação nas decisões políticas da comunidade, através da faculdade de eleger aqueles que faziam as leis e governavam e de ser eleito igualmente. A estas duas dimensões o século XX acrescentou uma terceira: a cidadania social, associada aos direitos de bem-estar económico e social. Ser cidadão passou a significar também o direito à providência por parte do Welfare State. Nas últimas décadas vem-se discutindo se esta tipologia não será já insuficiente, sendo necessária a sua ampliação em termos de uma cidadania cultural – que reflicta melhor a diversidade etno-cultural das sociedades – e de uma cidadania ambiental – relativa às responsabilidades mundiais e intergeracionais na preservação dos equilíbrios ecológicos.

2. Cidadania e nacionalidade

Fruto da sua evolução recente, o conceito de cidadania tende a confundir-se no presente com a noção de nacionalidade. Historicamente, porém, as duas realidades nem sempre foram sinónimas. Quer fosse definida na base do princípio da ascendência – o jus sanguinis – quer na base do princípio do território – o jus solis – a nacionalidade (*) não conferia automaticamente direitos de cidadania. Desde o século XVIII até às primeiras décadas do século XX o estatuto de cidadão era concedido somente àqueles nacionais que, mercê da sua instrução, propriedade ou rendimentos, pudessem ser considerados plenamente responsáveis. Ou seja, a maioria dos nacionais encontrava-se excluída da cidadania e dos seus direitos – a começar pelas mulheres, que só no século XX viram ser-lhes reconhecido o direito de voto. Também só muito timidamente os analfabetos e os não-possidentes ascenderam à condição de cidadãos. Este fenómeno é geralmente conhecido como processo de democratização das sociedades. A partir destes dados uma conclusão se impõe: a cidadania não é só um instrumento jurídico, é também um projecto, um processo em construção.

Importa, neste ponto, fazer duas precisões. Em primeiro lugar, as sociedades que experimentaram este processo de democratização correspondiam quase sempre a Estados soberanos modernos. Os critérios que funcionavam nas metrópoles dos impérios ultramarinos não eram automaticamente aplicados às populações colonizadas. Em segundo lugar, a cidadania social impunha custos financeiros acrescidos relativamente à cidadania jurídica e política. Por isso, as leis sociais que, no rescaldo da Grande Depressão dos anos 1880, assinalam o início do Estado-providência na Europa foram acompanhadas de uma série de medidas proteccionistas destinadas a defender a comunidade nacional da invasão de mercadorias e trabalhadores provenientes do estrangeiro. Ser nacional tornou-se condição essencial para a atribuição de certos direitos. Não por acaso, é a partir dos finais do século XIX que os países mais desenvolvidos se preocupam em codificar juridicamente quem é nacional e quem não o é. Norbert Elias não hesitou mesmo em definir o Estado-nação como o “kit de sobrevivência” no mundo moderno.

Existe uma segunda razão que leva a esta quase indissociação entre o conceito de cidadania e o de nacionalidade. Até há bem pouco tempo, só os Estados-nação estavam em condições de assegurar a protecção jurídica, a participação política e a providência social típicas da cidadania. Mas as coisas estão a mudar. Em primeiro lugar, a globalização económica está a minar as bases do Welfare State. A segurança económica de um cidadão em Portugal encontra-se cada vez menos garantida pelo Estado português e cada vez mais dependente da economia global e do mercado de trabalho europeu. Em segundo lugar, o Estado nacional já não tem o monopólio dos direitos de protecção. A prática de apelar a instâncias legais supra-nacionais é cada vez mais corrente – caminhando a par da transformação dos direitos humanos na grande fonte de legitimidade planetária dos tempos modernos. Por último, com as políticas de integração dos imigrantes e o estabelecimento da cidadania europeia o direito à participação política deixou de estar estritamente reservado aos nacionais. Tudo isto vem confirmar que a ligação entre os conceitos de cidadania e nacionalidade não é uma relação necessária nem universal mas antes histórica e contingente. E ela está indubitavelmente a mudar.

3. O Estado, a imigração e as minorias

Existem actualmente no mundo 175 milhões de imigrantes. E as políticas que presidem ao seu acolhimento nos quatro cantos do globo distribuem-se, no essencial, por duas grandes orientações: as políticas de diferenciação e as políticas de integração. Nos regimes tradicionais e autoritários são mais frequentes as do primeiro tipo. Essas políticas apostam em manter fronteiras claras entre “nós” e “eles”, tratando os imigrantes como comunidades separadas da sociedade. Deste modo, não lhes reconhecem certos direitos garantidos aos nacionais – como o da aquisição de propriedade ou o do reagrupamento familiar. Em contraste com esta atitude, que não se interessa minimamente em fazer dos imigrantes membros plenos da sociedade, os regimes liberais tendem a adoptar políticas assimilacionistas. Esta segunda orientação procura tornar os imigrantes o mais parecidos possível com os nacionais, encorajando-os a aprender a sua língua e a adoptar os seus valores e práticas sociais e culturais.

Se as políticas de diferenciação têm sido muito criticadas por não estabelecerem um compromisso entre o país de acolhimento e os imigrantes, não fornecendo um enquadramento para a sua participação cívica nem uma adequada protecção social, as políticas de assimilação têm recebido também nas últimas décadas várias críticas mas por razões distintas. De acordo com os críticos, a integração pela via da assimilação não promove o respeito pela diversidade cultural nem enfrenta explicitamente o problema da exclusão. Já as políticas de integração inspiradas pelo multiculturalismo procuram responder a estas críticas, mas abrem por sua vez o flanco a outro tipo de objecções.

A atitude liberal típica no que respeita ao relacionamento do Estado com a sociedade consiste em proclamar a neutralidade do primeiro em matéria de valores religiosos, morais ou culturais. O Estado deve garantir, no domínio privado, a liberdade de cada um em aprofundar as suas filiações religiosas, histórico-culturais ou linguísticas, ao mesmo tempo que assegura, no domínio público, a unidade da sociedade através de práticas comuns a todos os cidadãos. O cultivo, por certos grupos, das suas particularidades culturais (p.ex.: a religião) não pode fundar uma identidade jurídica e política particular no seio do espaço público, que deve ser comum a todos. Paralelamente, entende-se que o Estado se deve relacionar com os cidadãos apenas enquanto indivíduos, e não enquanto membros de um grupo, devendo todos os cidadãos merecer do Estado um tratamento igual. Por isso a ideia de conferir direitos específicos aos membros de um grupo, pelo facto de o serem, é profundamente antipática à filosofia liberal.

Chegados aqui compreendemos melhor os motivos que conduzem tradicionalmente o Estado liberal a ser pouco receptivo à adopção de medidas especiais de capacitação a favor de minorias etno-culturais desfavorecidas. Com início na América do Norte dos anos 60, principiou porém a difundir-se uma outra atitude visando enfrentar melhor as assimetrias e a exclusão. Embora o debate prossiga, existe doravante algum consenso acerca da necessidade, num certo número de casos, de políticas diferenciadas para produzir oportunidades iguais. A legitimidade destas políticas de acção afirmativa ou de discriminação positiva é admitida naquelas situações onde existem, ou existiram, factores continuados de discriminação em resultado de políticas governamentais, de práticas e atitudes sociais ou de negligência histórica. Essas políticas visam, no fundo, tornar efectiva, para certas minorias etno-culturais discriminadas, a igualdade, proclamada em teoria, no acesso ao ensino público, à justiça ou ao emprego. E se diversas vozes objectam que a existência dessas medidas especiais contradiz os princípios universais de igualdade de cidadania há quem se apresse a recordar que a cidadania é tanto um instituto jurídico como um projecto, pelo que a contradição só existe em termos do presente, não no horizonte do devir.

Certos autores observam, contudo, que as leis anti-discriminação e as políticas de acção positiva, implementadas por diversos Estados desenvolvidos a partir dos anos 60, se revelaram ineficazes para lutar contra os preconceitos sociais enraizados e as desvantagens históricas. Em vários destes países certas minorias historicamente marginalizadas – pensemos nos ciganos em Portugal – continuam a lutar com a mesma dificuldade de acesso aos serviços públicos (ensino, justiça) e a oportunidades económico-sociais (empregos, empréstimos). O combate à exclusão económica e social pode, na verdade, deixar intacta a exclusão cultural. Outros críticos da filosofia social liberal acrescentam que, mesmo quando pretende sê-lo, o Estado nunca é verdadeiramente neutro em matérias morais ou culturais. A cultura comum que institui acaba sempre por ser imposta aos grupos minoritários. Pela sua natureza, é próprio das culturas dominantes (essas redes de significado raramente expressas e tidas mais ou menos como naturais) não ter consciência da opressão que podem constituir para as culturas minoritárias.

4. Cidadania e direitos culturais: o debate sobre o multiculturalismo

A difusão, a partir dos anos 80, da problemática do multiculturalismo acompanhou uma mudança mais subtil ocorrida nas sociedades de rendimentos e desenvolvimento humano elevados. A tradicional centragem da questão social no combate às desigualdades económico-sociais e políticas cedeu o lugar a uma atitude onde ao lado destas questões principiou a afirmar-se o direito das minorias culturais a expressar a sua orientação sem serem vítimas de preconceitos sociais. À centragem sobre a igualdade este novo paradigma contrapôs o binómio igualdade-diferença.

Para os defensores das políticas multiculturais os indivíduos necessitam ver reconhecida a sua dignidade não só enquanto cidadãos abstractos mas enquanto indivíduos concretos, portadores de uma história e de uma cultura singulares. O seu sentimento de auto-estima depende também da aceitação da sua cultura pela sociedade onde vivem. O Estado deve, por isso, procurar reconhecer ao nível da constituição, das leis ou das instituições as identidades e as culturas minoritárias que alberga no seu seio. Isto pode passar:

(a) ao nível político, pela adopção do federalismo assimétrico ou da democracia consociativa (**);

(b) ao nível jurídico, pela adopção do pluralismo legal, com reconhecimento dos sistemas legais tradicionais (p.ex.: dos povos indígenas);

(c) ao nível da comunicação com os cidadãos, pela adopção de mais do que uma língua oficial, com reflexos no ensino, nos tribunais e na administração pública, ou ainda, pela disponibilização nas línguas dos imigrantes de consultas jurídicas, informações sobre emprego e sobre combate à discriminação;

(d) ao nível simbólico, pela introdução no calendário oficial das festas religiosas ou culturais mais importantes das minorias, pela difusão de imagens positivas e exactas acerca destas nos meios de comunicação, pela exposição da sua história e da sua cultura nas escolas e nos museus, pelo apoio ao ensino nas suas línguas, ancestrais ou nacionais, ou até por uma formação regular para as polícias sobre a interacção com estas comunidades;

(e) ao nível sócio-económico, pela adopção de políticas de acção afirmativa visando reduzir as desigualdades persistentes, em áreas vitais como o ensino ou o emprego, e pelo apoio logístico à organização destas comunidades em termos de auto-ajuda.

As políticas multiculturais comportam no entanto diversos riscos. A afirmação de direitos particulares arrisca-se a encerrar os indivíduos no seu particularismo, esquecendo que cada indivíduo pertence sempre a vários grupos, move-se entre uma pluralidade de identidades, e só a ele cabe decidir em cada momento se quer escolher – e como – entre essas diferentes identidades. Recordemos Kwame A. Appiah quando adverte contra o imperialismo da identidade única (no caso vertente, a identidade racial):
«é crucial lembrarmo-nos sempre de que não somos simplesmente pretos, brancos, amarelos, mulatos; gays, heterossexuais, bissexuais; judeus, cristãos, muçulmanos, budistas, confucionistas, mas também irmãos e irmãs; pais e filhos; liberais, conservadores e esquerdistas; advogados, construtores de carros e jardineiros…; apreciadores de grunge rock e apaixonados por Wagner…; poetas e amigos dos animais; estudantes e professores; amigos e amantes. A identidade racial pode ser a base da resistência ao racismo (…) mas não deixemos que as nossas identidades raciais nos sujeitem a novas tiranias.»

Um segundo risco das políticas multiculturais está na transformação das sociedades numa justaposição de diferentes comunidades fechadas sobre si próprias sem trocas reais entre elas. Se cada comunidade particular não desenvolver laços comuns de pertença com a comunidade no seu todo, o Estado arrisca-se a viver sob uma tensão contínua ou a tornar-se presa fácil da conflitualidade étnica. Vários analistas têm sustentado que o federalismo jugoslavo, ao promover a criação de subunidades etnicamente “puras”, acabou por impedir os diferentes grupos étnicos (os croatas, os bósnios, etc…) de articular múltiplas identidades e de construir complementaridade. Isto terá sido uma das causas a conduzir à desintegração da Jugoslávia no início dos anos 90.

Um último risco está em tratar a diversidade cultural como um fim em si, e não apenas um meio de expandir a liberdade dos indivíduos em escolher aquilo que querem ser. Defender a diversidade pela diversidade, sem olhar aos seus conteúdos, pode levar à conciliação com práticas e culturas que não respeitem a igualdade entre os géneros ou outros direitos humanos.

Vejamos então algumas orientações que devem nortear uma política de integração multicultural:

(1) O reconhecimento explícito das diferenças culturais não pode perder de vista a necessidade do Estado em assegurar a sua coesão interna. Para que a cidadania (jurídica, política e social) seja efectiva é necessária uma certa cultura e identidade em comum. A resposta típica do multiculturalismo é que esta identidade e esta cultura não têm de ser do tipo nacional, ou sequer étnico, podendo ser uma identidade de pertença.

(2) Os indivíduos não devem ser autoritariamente integrados no grupo particular a que pertencem. Mais do que identificar-se com aquilo a que pertencem, as pessoas tendem a pertencer àquilo com que se identificam. Elas têm o direito de escolher outras identidades e culturas que não as associadas aos seus grupos de origem (nesse sentido, a adopção dos valores da sociedade dominante não tem mal nenhum, desde que não seja coagida por políticas de assimilação agressivas).

(3) Só devem ser reconhecidas as culturas e os valores que respeitem, ou se saibam adequar, à igualdade de oportunidades e aos direitos humanos. Não é raro certas comunidades serem dominadas por pessoas que evocam a tradição para manter o seu status quo dentro do grupo, o que não tem nada de democrático. Cuidado com o tradicionalismo que se apresenta como aliado das próprias vítimas, negando-lhes no fundo a oportunidade de conhecer alternativas.

(4) Os grupos devem encontrar-se no mesmo pé de igualdade, sem que uns possam dominar os outros.

(5) Os direitos culturais devem ser atribuídos aos indivíduos e não aos grupos.

O multiculturalismo é perturbador na medida em que empreende a desconstrução do projecto de nação singular e homogénea. Só que na maior parte dos casos, esse projecto não passou de uma quimera cujo resultado foi a promoção a “nacional” da identidade e da cultura da comunidade dominante em detrimento das culturas das restantes. Mas para ser uma alternativa válida ao modelo da integração através da assimilação o multiculturalismo precisa de articular indissociavelmente o reconhecimento oficial de valores e práticas culturais diferentes com a construção de um compromisso comum assente em valores não negociáveis, como os direitos humanos, o Estado de direito, a democracia, a igualdade entre os géneros ou a tolerância. Deste modo ligará a liberdade das pessoas em exprimir e partilhar os seus valores culturais com as suas obrigações em respeitar normas cívicas comuns. Mas não foi deste modo que começámos por definir cidadania – uma associação de direitos com responsabilidades sobre a base de uma pertença comum?

Tradições culturais e valores permanentes.


SOCIEDADE

Em Sociologia, uma sociedade é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade. A sociedade é objeto de estudo comum entre as ciências sociais, especialmente a Sociologia, a História, a Antropologia e a Geografia
Uma sociedade é um grupo de indivíduos que formam um sistema semi-aberto, no qual a maior parte das interações é feita com outros indivíduos pertencentes ao mesmo grupo. Uma sociedade é uma rede de relacionamentos entre pessoas. Uma sociedade é uma comunidade interdependente. O significado geral de sociedade refere-se simplesmente a um grupo de pessoas vivendo juntas numa comunidade organizada.
Os sociólodos definem sociedade como um conjunto de pessoas que vivem em um mesmo território, falam a mesma língua e compartilham a mesma cultura.
A origem da palavra sociedade vem do latim societas, uma "associação amistosa com outros". Societas é derivado de socius, que significa "companheiro", e assim o significado de sociedade é intimamente relacionado àquilo que é social. Está implícito no significado de sociedade que seus membros compartilham interesse ou preocupação mútuas sobre um objetivo comum. Como tal, sociedade é muitas vezes usado como sinônimo para o coletivo de cidadãos de um país governados por instituições nacionais que lidam com o bem-estar cívico.
Pessoas de várias nações unidas por tradições, crenças ou valores políticos e culturais comuns, em certas ocasiões também são chamadas de sociedades (por exemplo, Judaico-Cristã, Oriental, Ocidental etc.). Quando usado nesse contexto, o termo age como meio de comparar duas ou mais "sociedades" cujos membros representativos representam visões de mundo alternativas, competidoras e conflitantes.
Cultura (do latim cultura, cultivar o solo, cuidar) é um conceito desenvolvido inicialmente pelo antropólogo Edward Burnett Tylor para designar o todo complexo metabiológico criado pelo homem. São práticas e ações sociais que seguem um padrão determinado no espaço. Refere-se a crenças, comportamentos, valores, instituições, regras morais que permeiam e identificam uma sociedade. Explica e dá sentido à cosmologia social; É a identidade própria de um grupo humano em um território e num determinado período.
Tradição (do latim: traditio, tradere = entregar; em grego, na acepção religiosa do termo, a expressão é paradosis παραδοσις) é a transmissão de práticas ou de valores espirituais de geração em geração, o conjunto das crenças de um povo, algo que é seguido conservadoramente e com respeito através das gerações.
A tradição e sua presença na sociedade baseiam-se em dois pressupostos antropológicos: a) as pessoas são mortais; b) a necessidade de haver um nexo de conhecimento entre as gerações.
Os aspectos específicos da tradição devem ser vistos em seus contextos próprios: tradição cultural, tradição religiosa, tradição familiar e outras formas de perenizar conceitos, experiências e práticas entre as gerações. A tradição toma feições peculiares em cada crença. Pode-se destacar a presença da tradição nos grandes grupos religiosos: Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, Hinduísmo.
Caçador-coletor
O homem foi um caçador-coletor até à revolução neolítica, e a caça e a coleta foram os primeiros modos de subsistência do Homo sapiens. Estas atividades foram herdadas diretamente do mundo animal, particularmente dos primatas.
Estes modos de subsistência consistem na recolha da natureza do que ela fornece espontaneamente. Precedem a pecuária e a agricultura, e podem dar origem ao nomadismo, se as manadas que fornecem a subsistência principal se deslocam ou se os
• As descobertas arqueológicas sustentam a hipótese de que, há vinte mil anos, todos os seres humanos eram caçadores-coletores. Hoje ainda subsistem caçadores-coletores no Ártico e nas florestas tropicais úmidas, onde outras formas de subsistência não são possíveis. A maior parte desses grupos teve ancestrais agricultores, que foram empurrados para zonas periféricas no decorrer de migrações e de conflitos. Estima-se que estas comunidades desaparecerão dentro de algumas dezenas de anos.
São utilizados apenas os materiais disponíveis na natureza para a construção de abrigos, dando preferência para os naturais, que necessitem de poucas transformações. Estes abrigos destinam-se à proteção contra intempéries e predadores.
A grande maioria das sociedades de caçadores-coletores é nômade. Normalmente, os recursos de uma área são rapidamente esgotados, tornando impossível a fixação permanente dos grupos humanos.
Características dessas sociedades
Alguns aspectos são comuns à maioria das sociedades de caçadores e coletores, entre eles: a) a capacidade de interferir no meio ambiente é mínima; b) e necessária sempre uma vasta área para garatir a sobrevivência, visto que os recursos se esgotam rapidamente; c) o deslocamento é constante; d) são formados por poucos membros, espalhados poe centenas de quilômetros quadrados, e) a posse de recursos se reduz ao mínimo; f) não há produção de reserva, esse tipo de eocnomia é chamdo de subsistência.
Não há pobres e ricos entre eles, as divisões se restringem ao sexo, a idade e ao parentesco. Todos tem praticamente o mesmo nível de poder. Não há divisão de trabalhp. Mas geralmente os homens ficam com a caça e a pesca, e as mulheres à coleta de frutos e raízes. Segundo estudiosos dessas sociedades, apenas a metade dos membros atinge a idade de 20 anos.
O traço central das sociedades de caçadores e coletores é a ausência de excedentes ou sobras, pois a dificuldade para obtenção de alimentos são tamanhas que nenhuma sobra é possível.
Com o desenvolvimento tecnológico, ao longo de milhares de anos, como veremos, os excedentes tornaram-se possíveis . E wundo há excedentes , alguns membros da sociedade podem viver deles e ocupar-se com atividades que não sejam a exclusiva busca de alimentos, podendo dedicar-se a outras atividades.
Se não tivéssemos saído da condição de caçadores-coletores, não teriam existido Sócrates, Jesus Cristo, Leonado da Vinci, Mozart, etc.
SOCIEDADES DE PASTORES
Há cerca de 10 mil anos, alguns animais passaram a conviver com os humanos. Iniciava-se o processo de domesticação, importante passo na evolução humana. Ovelhas e cabras passaram a ser mantidas no mesmo local, podendo ser facilmente levadas para pastar e reunidas à noite sem que fugissem. E reproduziam-se rapidamente. Carne, leite, lã e couro tornaram-se bens muito valiosos. Podiam sustentar um grupo grande de pessoas, sem que fosse necessário caçar e coletar vegetais.
Formavam-se assim sociedades de pastores, sobretudo em regiões áridas, como no deserto do Saara (África), na Mongólia (Ásia Central) e em diversas áreas do Oriente Médio. Nessas regiões a agricultura, que se desenvolvia na mesma época em outras regiões, era praticamente impossível. Ainda hoje podem ser encontrados grupos humanos dedicados exclusivamente ao pastoreio nesses mesmos locais.
As principais caracteríticas das antigas sociedades de pastores eram: a) nomadismo – as pastagens não duravam muito tempo, por isso novas eras diviam ser constantemente procuradas; b) grupos grandes; c) propriedade particular dos rebanhos; d) desigualdade social – era consequância da posse particular de rebanhos e mesmo de pastagens, com o tempo, algumas famílias conseguiam criar masi animais que outras, graças à sorte ou a uma administração mais eficiente.
Surgiam famílias mais poderosas, com chefes que deram origem ao chamado sistema patriarcal. A domesticação do cavalo (por volta dd 3500 a.C.) tornou-se fator decisivo na dominação de uma família, de um grupo ou clã, originando a guerra para o roubo de animais e a conquista do território.
AS SOCIEDADES DE HORTICULTORES

Há cerca de 10.000 anos, ou seja, quando ocorria a domesticação dos primeiros animais,ealgumas áreas do Orinte Médio formavam-se hortas, com os primeiros cultivos de vegetais. Trigo, ervilha, oliveira, arroz e milhete são considerados os primeiros vegetais domesticados.
A tecnologia e os meios de produção eram simples: bastões para perfurar o chão e sementes que eram colocadas nos buracos. Mas havia uma avanço importantissímo: o conhecimento e o controle no processo de produção. As pessoas sabiam que não precisavam mais depender dos recursos da natureza e que, em áreas destinadas especificamnte às culturas, podiam dcidir o momento de plantar e o momento de colher.
Esta estabilidade permitiu o sedentarismo e a formação de aglomerados humanos, com milhares de pessoas. Iniciava-se a revolução agrícola, um dos passos mais importantes na evolução a humanidade.
Com a formação dos primeiros excedentes ou estoques, surgia a necessidade de recepientes e locais para o armazenamento dos mesmos. Surgia assim os artsãos que se dedicaram a confecção de vasos, potes, panelas, fornos e fogões.; outrs pessoas passaram a dedicar-se a outras tarefas como a construção de casas, fabricaação de armas, ferraments, etc. Era a divisão do trabalho que se instalava. Também começou a surgir a desigualdade social.
Segundo alguns sociólogos foi nessa época que surgiu a escravidão.. Chefes assumiram o governo de grupos e sociedades, tornando-se reis com poder hereditário, surgia assim uma elite que dominava a população.

AS SOCIEDADES AGRÁRIAS
A invençao mais importante e revolucionária foi a do arado, ocorrida por volta de 4.000 a.C. Aliado à descoberta da roda e da tração animal, o arado desencadeou o que se chamou de revolução agrícola. A irrigação acrescentou outra mlhoria extraordinária. A produção aumentou enormemente. Revolvida e arejada pelo arado, umedecida pela irrigação, a terra podia ser cultivada indefinidamente. Os assentamentos de moradores tornaram-se permanetes, dando origem às primeiras cidades. Ocorreram a descoberta da escrita e dos números e a fundição de metais; começava a pratica da metalurgia.
Características das sociedades agrárias
A desigualdade social já instalada na etapa anterior, a da horticultura, acentuou-se com o aumento da produção. E a invenção da escrita contribuiu para criar uma uma diferenciação ainda maior entre as camadas sociais superiores e as camadas dos camponeses e escravos.
Também a divisão do trabalho foi se acentuando, junto com o crescimento das cidades. Nessas, um número cada vez maior de pedreiros, ferreiros, carpinteiros, soldados, tecelões e centenas de outros prosissionais podiam dedicar-se a sua tarefas sem precisar produzir seus alimentos. Geralmente estavam a serviços dos poderosos, que lhes pagavam as tarefas com moedas ou comida e abrigo.
As sociedades agrárias organizavam-se em complexos sistemas políticos e religiosos. O poder político e religiosos estava intimamente ligado.
DESIGUALDADES SOCIAIS
Também a concentração de riquezas era espantosa nas sociedades agrárias. As famílias reais e um pequeno grupo de patrícios e nobres possuíam mais de 90% de toda a riqueza – terras e produção agrícola. Controlavam assim os meios de produção.
De fato, de todas as sociedades que existiram, as sociedades agrárias foram as que apresentaram as maiores desigualdades sociais.

AS SOCIEDADES INDUSTRIAIS

Por volta de 1750, na Inglaterra, alguém percebeu que a água caindo de uma certa altura tinha força para fazer girar uma roda dentada situada em um nível mais baixo. Colocando um eixo nessa roda, podia-se fazer girar um aparelho para fazer fios, um pilão para descascar e moer cereais... Era o início de uma revolução: a força dos músculos animais sendo substítuidas por uma força que não se cansa e pode trabalhar dia e noite sem exigir comida e pagamento.
Um novo passo foi dado quando alguém percebeu que o vapor da água fervendo pode levantar a tampa da panela: o vapor representa uma força e, portanto pode movimentar uma roda, um eixo.... Nasciam as máquinas a vapor, a principal das quais foi a locomotiva, início da revolução dos transportes.
A introdução desses novos meios de produção – a água e o vapor – para cavar, trnasportar, serrar, cortar, erguer, girar desencadeou a maior revolução tecnológica até aquele tempo: a Revolução Industrial. Ela ganharia novo impulso no sec. XIX, com a descoberta da eletricidade. As sociedades agrárias não seriam mais as mesmas.
Podemos imaginar o que representou a invenção de máquinas que libertaram o homem do uso de seus músculos e deixaram-no livre para usar seu cérebro – ou seja, sua inteligência e imaginação.
Junto com a eletricidade, o carvão foi um dos principais elementos propulsores da Revolução Industrial.
ELITES E DESIGUALDADE
Desde os primeiros momentos da Revolução Industrial, pessoas empreendedoras e com capital passaram a dominar os meios de produção – máquinas, fábricas, terras, matérias-primas, recursos financeiros. Formou-se assim uma elite capitalista poderosa em todos os países, oriunda da burguesia, que havia derrubado as estruturas do Antigo Regime.
A Sociedade Industrial também se desenvolvia em cima da desigualdade. Mas no final do sec. IX, escolas gratuítas, mantidas pelo governo, passaram a ser instaladas em diversos países; facilitava, os estudos e formavam profissionais para os escritórios e as lojas. Médicos, engenheiros, advogados, professores, contadores, escriturários e auxiliares de escritório ganhavam salários que lhes permitiam viver em casas confortáveis e vestir-se com roupas novas e caras.
Era a classe média

Cultura - Conhecimentos, técnicas e símbolos.

Na sociologia, a cultura é o foco de estudo, uma vez que da mesma emana toda a natureza e aspectos da sociedade em questão. A Ciência Social afirma que nenhuma cultura é superior ou inferior à outra, uma vez que isso não existe na sociologia e sim, culturas diferentes. Julgar uma outra cultura segundo os aspectos da sua é a mesma coisa que dizer que seu time é melhor que o time rival. A mesma coisa se aplica aos diversos aspectos dessa cultura: Organização política, religião, manifestações artisticas e costumes.

Algo interessante é que estamos tão acostumados com a nossa sociedade ocidental que automaticamente associamos os aspectos universais da sociedade à nossa, e pior, às tomamos como sendo superiores às das outras culturas: A república ocidental e sua democracia é a mais perfeita doutrina política, o cristianismo é a única religião e fé incontestável, a música ocidental é a mais erudita e nosso modo de vida é o melhor do mundo.

Do mesmo modo que um republicano está certo sobre que a República é o melhor sistema de governo, um monarquista também está certo sobre sua Monarquia ser a melhor organização de administração política, da mesma forma como um cristão está certo ao dizer que só Jesus salva da mesma forma como um hindu ao dizer o mesmo sobre Krishna. Mas finalmente, quem tem razão?

No filme Cruzada, o protagonista Balian (representado por Orlando Bloom) discussa para o povo em Jerusalém antes de enfrentarem o exército Sarraceno de Saladino. Ele diz:

"Qual lugar é mais sagrado? A mesquita? O Sepulcro? Quem tem direito? Ninguém têm direito. Todos têm direito. Não lutamos para proteger as pedras e contruções dessa cidade, mas as pessoas que vivem nesses muros"

Substituindo algumas palavras desse texto no sentido sociológico do discurso, teríamos:
"Qual cultura é mais correta? A ocidental? A oriental? Qual está certa? Nenhuma está certa. Todas estão certas. Não existismos para julgar os costumes e atitudes das sociedades, mas para entendê-las porque elas existem."

Isso é o resumo do que é a sociologia. Seja em qualquer aspecto ela não toma uma conclusão contemplativa e conclusiva, mas expositiva onde apenas entendemos o porquê da realidade social de cada cultura, uma vez que ela é o reflexo do momento histórico e geográfico do homem no plano temporal. Feito isso, tomamos consciencia de uma parcela da humanidade e sua condição de ser racional, uma vez que cada cultura é reflexo da mentalidade humana, logo, se tomamos cada cultura como parte do pensamento humano, não podemos julgá-las uma vez que fazem parte de uma realidade universal: a cultura humana.
Levando em consideração a consciencia da existência de uma única cultura no planeta, e até mesmo no Universo, o máximo que podemos fazer é dividir o pensamento humano em subdivisões e linhas a que chamamos de sociedades ou países, nisso temos uma exposição diversificada da atividade social e cultural do ser humano no mundo.

Podemos tirar conclusões a partir disso: A monarquia é tão eficiente quanto a república, isso depende de como o ser humano organizará sua política a partir de um desses sistemas. Jesus salva tantas almas quanto Krishna, isso depende se o fiel seguir os ensinamentos do Cristo ou do Avatar. A filosofia Nietzscheniana é tão consistente quanto a Kantiana, isso depende da realidade a qual a epistemologia está inserida.
Resumindo: As coisas existem por causa do ser humano, sendo ele um ser eclético, para que algo seja correto basta que ele escolha o objeto que mais se adapte à sua personalidade, assim cria-se uma realidade subjetiva, que quando seguida por mais de um ser humano, torna-se um reflexo social do instante temporal, assim, isenta de qualquer julgamente de superioridade ou inferioridade, uma vez que o mesmo anula qualquer realidade cultural criada pelo ser humano anulando sua identidade social por consequência.

Logo não existem culturas superiores e sim culturas criadas pelo homem. Quando a sociedade humana compreender isso não haverá mais conflitos, uma vez que o mesmo é causado pela ignorância da não-compreensão do próximo, e por fim pelo julgamento equivocado. Assim cessará qualquer barreira que torne o mundo dividido por ideologias. Isso não significa a extinção das culturas, mas a consciencia de todas.

Adaptando a famosa frase de Bahá'u'lláh, teremos:

"O mundo é uma só sociedade, e suas culturas uma realidade única."

Logo tenhamos consciência do homem como um todo, não para julgarmos, mas para compreendermos melhor à nós mesmos.





quarta-feira, 28 de abril de 2010

Feliz dia mamá


Para Professora de Artes > Wal
De Professora de Ética e Cidadania > SÔ

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Na Natureza Selvagem

Na Natureza Selvagem

Posted using ShareThis

Na Natureza Selvagem

Na Natureza Selvagem

Posted using ShareThis

Para os queridos alunos do oitavo e nono anos.

* O que é Bullying?

O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.

Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de BULLYING possíveis, o quadro, a seguir, relaciona algumas ações que podem estar presentes:

Colocar apelidos
Ofender
Zoar
Gozar
Encarnar
Sacanear
Humilhar
Fazer sofrer
Discriminar
Excluir
Isolar
Ignorar
Intimidar
Perseguir
Assediar
Aterrorizar
Amedrontar
Tiranizar
Dominar

Agredir
Bater
Chutar
Empurrar
Ferir
Roubar
Quebrar pertences

* E onde o Bullying ocorre?

O BULLYING é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. Pode-se afirmar que as escolas que não admitem a ocorrência de BULLYING entre seus alunos, ou desconhecem o problema, ou se negam a enfrentá-lo.

* De que maneira os alunos se envolvem com o Bullying?

Seja qual for a atuação de cada aluno, algumas características podem ser destacadas, como relacionadas aos papeis que venham a representar:

- alvos de Bullying - são os alunos que só sofrem BULLYING;
- alvos/autores de Bullying - são os alunos que ora sofrem, ora praticam BULLYING;
- autores de Bullying - são os alunos que só praticam BULLYING;
- testemunhas de Bullying - são os alunos que não sofrem nem praticam Bullying, mas convivem em um ambiente onde isso ocorre.

§ Os autores são, comumente, indivíduos que têm pouca empatia. Freqüentemente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais há pouco relacionamento afetivo entre seus membros. Seus pais exercem uma supervisão pobre sobre eles, toleram e oferecem como modelo para solucionar conflitos o comportamento agressivo ou explosivo. Admite-se que os que praticam o BULLYING têm grande probabilidade de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais e/ou violentos, podendo vir a adotar, inclusive, atitudes delinqüentes ou criminosas.

§ Os alvos são pessoas ou grupos que são prejudicados ou que sofrem as conseqüências dos comportamentos de outros e que não dispõem de recursos, status ou habilidade para reagir ou fazer cessar os atos danosos contra si. São, geralmente, pouco sociáveis. Um forte sentimento de insegurança os impede de solicitar ajuda. São pessoas sem esperança quanto às possibilidades de se adequarem ao grupo. A baixa auto-estima é agravada por intervenções críticas ou pela indiferença dos adultos sobre seu sofrimento. Alguns crêem ser merecedores do que lhes é imposto. Têm poucos amigos, são passivos, quietos e não reagem efetivamente aos atos de agressividade sofridos. Muitos passam a ter baixo desempenho escolar, resistem ou recusam-se a ir para a escola, chegando a simular doenças. Trocam de colégio com freqüência, ou abandonam os estudos. Há jovens que estrema depressão acabam tentando ou cometendo o suicídio.

§ As testemunhas, representadas pela grande maioria dos alunos, convivem com a violência e se calam em razão do temor de se tornarem as "próximas vítimas". Apesar de não sofrerem as agressões diretamente, muitas delas podem se sentir incomodadas com o que vêem e inseguras sobre o que fazer. Algumas reagem negativamente diante da violação de seu direito a aprender em um ambiente seguro, solidário e sem temores. Tudo isso pode influenciar negativamente sobre sua capacidade de progredir acadêmica e socialmente.

* E o Bullying envolve muita gente?

A pesquisa mais extensa sobre BULLYING, realizada na Grã Bretanha, registra que 37% dos alunos do primeiro grau e 10% do segundo grau admitem ter sofrido BULLYING, pelo menos, uma vez por semana.

O levantamento realizado pela ABRAPIA, em 2002, envolvendo 5875 estudantes de 5a a 8a séries, de onze escolas localizadas no município do Rio de Janeiro, revelou que 40,5% desses alunos admitiram ter estado diretamente envolvidos em atos de Bullying, naquele ano, sendo 16,9% alvos, 10,9% alvos/autores e 12,7% autores de Bullying.

Os meninos, com uma freqüência muito maior, estão mais envolvidos com o Bullying, tanto como autores quanto como alvos. Já entre as meninas, embora com menor freqüência, o BULLYING também ocorre e se caracteriza, principalmente, como prática de exclusão ou difamação.

* Quais são as conseqüências do Bullying sobre o ambiente escolar?

Quando não há intervenções efetivas contra o BULLYING, o ambiente escolar torna-se totalmente contaminado. Todas as crianças, sem exceção, são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Alguns alunos, que testemunham as situações de BULLYING, quando percebem que o comportamento agressivo não trás nenhuma conseqüência a quem o pratica, poderão achar por bem adotá-lo.

Alguns dos casos citados na imprensa, como o ocorrido na cidade de Taiúva, interior de São Paulo, no início de 2003, nos quais um ou mais alunos entraram armados na escola, atirando contra quem estivesse a sua frente, retratavam reações de crianças vítimas de BULLYING. Merecem destaque algumas reflexões sobre isso:

- depois de muito sofrerem, esses alunos utilizaram a arma como instrumento de "superação” do poder que os subjugava.
- seus alvos, em praticamente todos os casos, não eram os alunos que os agrediam ou intimidavam. Quando resolveram reagir, o fizeram contra todos da escola, pois todos teriam se omitido e ignorado seus sentimentos e sofrimento.

As medidas adotadas pela escola para o controle do BULLYING, se bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirão positivamente para a formação de uma cultura de não violência na sociedade.

* Quais são as conseqüências possíveis para os alvos?

As crianças que sofrem BULLYING, dependendo de suas características individuais e de suas relações com os meios em que vivem, em especial as famílias, poderão não superar, parcial ou totalmente, os traumas sofridos na escola. Poderão crescer com sentimentos negativos, especialmente com baixa auto-estima, tornando-se adultos com sérios problemas de relacionamento. Poderão assumir, também, um comportamento agressivo. Mais tarde poderão vir a sofrer ou a praticar o BULLYING no trabalho (Workplace BULLYING). Em casos extremos, alguns deles poderão tentar ou a cometer suicídio.

* E para os autores?

Aqueles que praticam Bullying contra seus colega poderão levar para a vida adulta o mesmo comportamento anti-social, adotando atitudes agressivas no seio familiar (violência doméstica) ou no ambiente de trabalho.
Estudos realizados em diversos países já sinalizam para a possibilidade de que autores de Bullying na época da escola venham a se envolver, mais tarde, em atos de delinqüência ou criminosos.

* E quanto às testemunhas?

As testemunhas também se vêem afetadas por esse ambiente de tensão, tornando-se inseguras e temerosas de que possam vir a se tornar as próximas vítimas.


Bjos da Sô