O voto é a “ferramenta” que o povo dispõe para eleger seu representante. Ele demonstra a vontade de um povo e o futuro de uma nação. As pessoas não acreditam que o seu voto possa fazer a diferença, ou que possa mudar o destino de um país e o destino de um povo. Vivemos numa democracia, onde cada um possui o direito de escolher o que acredita ser o melhor para si e para os seus semelhantes. O brasileiro é conhecido por sua alegria, garra e esperança, mas também é popular por sua ingenuidade, falta de memória e falta de atitude.
Não tenho dúvidas de que qualquer um de nós, rico ou pobre, branco ou negro, deseja o melhor para o seu país. Mas não acredito que alguém possa imaginar o crescimento e desenvolvimento desta nação sem a reavaliação da distribuição de renda, de uma significativa melhora na saúde, educação, segurança e justiça, enquanto seus cidadãos não tiverem as mesmas oportunidades, sem uma moradia digna, lazer e um emprego com uma remuneração proporcional ao custo de vida. O que precisamos entender é que não há crescimento real em cima do sofrimento e pobreza dos outros, não há desenvolvimento apenas com o enriquecimento de poucos empresários ou de uma pequena parcela da população.
“Conhecer não é o bastante, precisamos aplicar. Desejar não é o suficiente, precisamos fazer”, afirmava o filósofo alemão Goethe (1749-1832). É necessária a participação e o comprometimento de todos, especialmente dos políticos que ganharam a confiança do povo para representá-lo nas esferas do poder e do próprio povo que os elegeu. Uma mudança de postura é essencial nesta altura. Não basta reclamar apenas quando estouram os problemas ou quando a podridão vem à tona. Temos que participar ativamente dos processos, cobrar posturas, atitudes e que as propostas sejam colocadas em prática, exigir respostas e questionar o que não consideramos correto.
O ato de votar é um ato sublime, é o momento em que podemos punir os corruptos e/ou corruptíveis, é o momento para renovar e mudar o cenário político brasileiro, mas precisamos fazê-lo acontecer e dar um basta aos que pensam que estão aquém da justiça. Ainda existem políticos bons, políticos honestos, comprometidos com o povo e com o trabalho no Brasil. E são eles que precisam do seu apoio neste momento tão importante da história do país. Só a renovação vai trazer a mudança definitiva, uma mudança que aos poucos transforme nossa maneira de pensar com relação à política e aos políticos.
Vote em quem você realmente acredita ser a melhor opção para o Brasil. Não vote pensando apenas nos seus próprios interesses. Vote conscientemente. Saiba as razões pelas quais você escolheu tais candidatos, que eles possuem as propostas mais inteligentes e as melhores intenções. Volto a ressaltar que este é o momento de bater o pé contra tudo o que temos assistido de mãos atadas. Dê voz à sua vontade e demonstre seus sentimentos. Vamos mostrar que as coisas podem ser diferentes, basta acreditar.
E lembre sempre do que disse Yevgeny Yevtushenko: “quando a verdade é substituída pelo silêncio, o silêncio é uma mentira”. Se esta célebre frase não faz sentido para você, considere o que Martin Lutter King disse: “o que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”. Não se cale, faça-se ser ouvido!
Stephanes Junior é formado em Economia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), fez Especialização em Desafios de Liderança, na Califórnia – Tom Peters Group, Especialização em Cultura, Política, Leis e Democracia pelo Instituto Friedrich Naumann, na Alemanha, Especialização em Oportunidades do Mercado Global na Harvard Business School, nos EUA e MBA em Administração na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010
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